Terça-feira, 2 de outubro de 2007 - 17h50
MONTEZUMA CRUZ - (Agenciaamazonia)
As imagens não mentem, mas assustam. A floresta amazônica, entre o noroeste mato-grossense e o leste de Rondônia está cada vez mais devastada em Rondônia e no Aripuanã. O mais recente testemunho desse fenômeno provocado pelas mãos do homem pertence ao Programa CBERS, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Os dados recebidos pelo satélite CBERS-2B são empregados pelo governo brasileiro na agricultura e no combate ao desmatamento na Amazônia. Com 75 mil habitantes, Cacoal (na 1ª foto, o desmatamento nas circunvizinhanças da sede do município), a 475 quilômetros de Porto Velho, na BR-364 é um dos municípios que se caracteriza por um acelerado processo de ocupação agrícola ocorrido desde meados da década de 70.
A região sob influência dessa rodovia que liga Cuiabá a Porto Velho e a Rio Branco (AC) foi habitada por uma maioria de migrantes procedentes dos estados do Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais e do Espírito Santo.
Nos próximos dias a Agência Amazônia mostrará, na série de reportagens sobre os 30 anos da CPI da Terra, que até uma parte da reserva dos índios Suruís foi loteada por uma empresa colonizadora.
Pimenta Bueno (2ª foto), também às margens dessa rodovia, a 515 quilômetros da capital de Rondônia, é o retrato da desolação. Não é recente a devastação.
A exemplo de Cacoal, suas matas tombaram nos anos 70, quando o ex-Território Federal de Rondônia absorveu migrantes paranaenses que chegaram em busca de lotes de terras nos projetos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
A imagem de satélite mostra a confluência de dois rios na parte superior da imagem, próximo ao município de Ji-Paraná. Segundo os técnicos, ali (2ª foto) se caracteriza um acelerado processo de ocupação agrícola ocorrido ao logo dessas três últimas décadas. As áreas em verde são remanescentes de cerrados, florestas ou áreas em regeneração.
Aripuanã
O município de Aripuanã (3ª foto), na região norte mato-grossense, a 1.002 quilômetros de Cuiabá, localizado na chamada Pré-Amazônia, também está deflorestado. A colonização começou na região em meados dos anos 70 (leia reportagem). Áreas em verde são de florestas ou florestas em regeneração. Áreas em vermelho são solos expostos. A forma regular indica áreas que foram desmatadas.
De acordo com o Inpe, as áreas em verde são remanescentes de cerrados, florestas ou áreas em regeneração. Áreas em vermelho são solos expostos ou pastagens.
As imagens CCD/CBERS-2B darão suporte aos monitoramentos e medições de desflorestados na Amazônia, e também ao monitoramento da ocupação do solo. Percebe-se uma bruma na região central da imagem.
As primeiras imagens do CBERS-2B já estão disponíveis para visualização na internet.Atualmente em fase de testes, a operação normal para distribuição de imagens aos usuários deve iniciar em aproximadamente um mês.
Lançado em 19 de setembro da base de Taywan, o satélite é o terceiro do Programa CBERS , a bem-sucedida cooperação espacial com a China que tornou o Brasil, por meio do Inpe, atualmente considerado o maior distribuidor de imagens de satélite do mundo.
Imagens correm o mundo
No Brasil, o instituto já distribuiu mais de 320 mil imagens CBERS para cerca de 15 mil usuários de diversas instituições públicas e privadas, comprovando os benefícios econômicos e sociais da oferta gratuita de dados.
Na China, após a adoção de uma política similar à brasileira, foram distribuídas mais de 200 mil imagens, sendo o Ministério da Terra e de Recursos Naturais seu principal usuário.
As imagens CBERS também são fornecidas gratuitamente para países da América do Sul que estão na abrangência das antenas de recepção do Inpe em Cuiabá (MT) A partir de 2008, as imagens CBERS devem ser distribuídas também para países da América Central, do Caribe e da África, mediante a entrada em operação de outras estações de recepção de dados.
Confira as primeiras imagens do satélite sino-brasileiro no endereço http://www.cbers.inpe.br/?content=galeria_imagens_2b
Fonte: montezuma@agenciaamazonia.com.br - Agenciaamazonia é parceira do Gentedeopinião
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