Terça-feira, 23 de fevereiro de 2021 - 18h12
PANDEMIA
Todas as previsões dos pesquisadores sobre o coronavírus apontam
Rondônia como preocupante nos próximos meses. Hoje todo o sistema de saúde está
em colapso e o número de óbitos aumenta assustadoramente. As ações
governamentais são insuficientes para conter o caos, visto que a área de saúde
estadual, além das municipais, não consegue planejar as ações e nem atender a
população a contento.
IRRESPONSABILIDADE
Embora seja da responsabilidade das autoridades políticas ações
efetivas para evitar que a pandemia continue ceivando vidas de forma
avassaladora, a irresponsabilidade das pessoas em insistir levar a vida dentro
da “normalidade” com aglomerações contribui de forma crucial para ampliar a
crise sanitária que Rondônia está imersa. Falta em parte considerável da
população empatia, respeito à vida e responsabilidade. Não adianta apenas as
autoridades emitirem decretos restritivos caso a população não tome consciência
em cumprir as medidas preventivas que são indispensáveis no enfrentamento ao
COVID.
VACINA JÁ!
É ínfima ainda a quantidade de pessoas imunizadas com a vacina
distribuída pelo Ministério da Saúde, em todo o Brasil. Em Rondônia, caso não
haja aquisição de mais vacinas, chegaremos ao final de 2021 com aumento apenas
dos óbitos. Ano passado, o prognóstico feito por uma comissão de especialistas
indicando colapso com a Covid, foi ironizado por vários segmentos rondonienses,
inclusive de profissionais da imprensa engajados neste insano debate
ideológico. Hoje, a realidade, é próxima ao prognóstico feito sob encomenda de
uma autarquia médica local. É preciso que nossos governantes façam um esforço e
comprem vacinas para imunizar a população, com urgência. O STF deu
sinal verde para governadores e prefeitos providenciarem o imunizador. Apesar
de alguns "juristas" falastrões de plantão terem feitos previsões
jurisprudenciais diversas sobre a regra.
PRECIPÍCIO
É uma lástima a orientação dada por uma comissão supostamente de
especialistas que produziram uma nota técnica sugerindo o retorno das aulas
presenciais em Rondônia. Lendo o que foi produzido revela-se que tais
“especialistas” não observaram os estudos científicos e as previsões de dias
tenebrosos, haja vista que não há concretamente um cenário sanitário favorável
ao retorno à vida “normal”. Pelo contrário, as previsões são catastróficas e
sem perspectiva de imunização em massa. Reabrir as escolas nos próximos dias,
sem que haja vacinas suficientes nem para os profissionais de saúde, é jogar os
trabalhadores da educação e os alunos e familiares ao precipício. A nota
técnica que avaliza a reabertura é passível de questionamento. Com a palavra a
comunidade científica.
INDIGNIDADE
Uma profissional da saúde, lotada no Hospital de Base, divulgou
pelo Facebook uma foto da alimentação servida aos profissionais que labutam nos
plantões daquela unidade, o que revolta qualquer pessoa que teve acesso à
imagem (embora este colunista tivesse pedido mais detalhes, o que ocorreu, a
imagem foi bloqueada hoje, o que, para a coluna, deve ter sido para evitar
retaliação). Percebe-se a indignidade com que valorosos profissionais da saúde
são tratados pelo Governo de Rondônia. Profissionais que deveriam ser
condecorados pela coragem e denodo são tratados indignamente. Uma
vergonha.
MANOBRA
A nomeação da ex-prefeita de Cacoal Glaucione Rodrigues no
gabinete do deputado estadual Cirone Deiró (PODEMOS), em razão das medidas
judiciais a que está submetida, é semelhante ao caso da filha de Roberto
Jeferson, Cristiane Brasil, que foi obrigada a desistir de uma assessoria na
Assembleia Legislativa de São Paulo, pelo mesmo impedimento que em tese a
ex-prefeita é alcançada. A manobra não colou no poder legislativo paulista e
tem tudo para também não vingar no rondoniense, após questionamento
judicial.
MORALISTA
O PODEMOS, em Rondônia, tem se firmado com um discurso moralista
prometendo fazer da política uma atividade limpa. O ato do parlamentar Deiró,
até o momento, não recebeu nenhuma censura da direção partidária.
Aguardemos!
DOSE DUPLA
A partir no próximo mês esta coluna vai circular duas vezes por
semana: terças e sextas. As sequelas da Covid afetaram a saúde do escriba, mas
o juízo para traçar essas linhas meio tortas não sucumbiu ao vírus. A dose
agora é dupla.
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