Sexta-feira, 21 de março de 2025 - 16h06


Antigamente o supermercado vendia remédios. Não vingou.
Farmácia não vende feijão. Automedicação é um jeitinho do povo para fugir da
fila do SUS: remédio sem receita nem é aconselhável e nem legal. Os conselhos
profissionais detêm a área de atuação, mas é impossível que o CREA fiscalize todas
as obras ou que o CRM fiscalize todas as clínicas. O CRF (Farmácia) liberou a
venda e prescrição de receitas por farmacêuticos e o CRM (Medicina) reagiu. O Brasil
é um país relativo. A automedicação existe, mas como não é legalizada dá-se um
jeitinho. Não vejo chance de sucesso na decisão do CRF. As farmácias, creio, irão
atender como sempre fez e faz o mestre de obras e aí lembrei que na área do
direito as coisas são diferentes. Só valem a constituição, as leis ordinárias e
as regras universalmente escritas e aceitas para se fazer a justiça, mas é
que...
1.1- Autodefesa

Dura lex, sed lex. Como todos são iguais perante a
lei, não há o “jeitinho”. Ocorre que de repente houve uma guinada dentro das
altas cortes do poder judiciário e ministros passaram a reinterpretar leis,
rever jurisprudências e até a constituição deixando dúvidas e insegurança. Exemplo:
alguém duvida qual será a sentença do Bolsonaro? E sendo certa a sentença pelo histórico
das outras aplicadas aos envolvidos no 8/1, para que contratar uma defesa cara?
A escalada de previsões confirmadas neste “novo estado democrático de direito”,
me leva a ver com pesar no futuro a substituição do advogado pelo rábula, com
riscos para a sociedade. Jamais pensei ver o jeitinho brasileiro na justiça
como regra e hoje, paranoico, sopeso cada palavra em minhas frases como autocensura.
É triste a insegurança e descredito que atingimos. Se o Congresso e OAB não
reagirem, chegaremos à autodefesa do cidadão sem advogado. Uma espécie de
automedicação da lei.
1.1- Fusão ou federação?

No princípio era o verbo. Cada bloco da sociedade expressava
o desejo de ter sua representação. Veio a verba, os segmentos reduziram as
ideologias e nesse mundo da grana o verbo escafedeu-se. Os partidos políticos
não conseguem sequer definir o espectro de direita ou esquerda, pois só vale o Fundo
Especial de Financiamento de Campanha que este ano vai morder R$4.961.519.777,00
de forma compulsória dos impostos pagos. Mas se a classe política o criou e o gerencia,
por que dividir toda grana com 29 partidos, todos tão iguais? Fusão ou
federação é a saída para fortalecer o centrão brazuka. E a maior vem aí: União
Brasil e PP irão se casar ou se amigar se for o caso. Para o povão na muda, mas
para Ciro e Rueda, donos dos dois partidos, quanta diferença. Para não ficarem
dúvidas, desde sempre centrão, sistema ou establishment é que dão as ordens e não
importa como você vota. No fim eles estão lá e são eles que mandam.
1.4- Confusão

No Brasil de Cacique e de Pajé nem tudo que parece
é. Nosso congresso, o mais caro do mundo, aprovou com atraso de 3 meses a
ficção chamada de orçamento geral, que traz a excrescência das emendas
parlamentares e bancadas. Parei e pensei: são 39 ministérios que em tese, vão
usar a grana em benefício do povo. O orçamento, tem valores carimbados a exemplo
do refinanciamento da dívida, saúde, ou educação, impossíveis de alteração. Da
sobra, parte fica nas mãos do Congresso superando os gastos de 32 dos 39
ministérios. Há uma superposição: todos irão usar a grana em benefício do povo,
seguindo o que hoje dita o STF. É uma confusão contraproducente que torna o
executivo inoperante, caro, refém do Congresso e ambos, para não perder o poder
travam o país. Reengenharia? Mas como fazê-la se todas as mãos seguram todos os
rabos? Para mudar só com vontade, altruísmo, coragem, educação, comprometimento
e muito tempo.
1.5-De quem é a culpa?

O Banco Central comandado pelo economista Campos
Neto foi uma pedra nos sapatos de Sêo Lule e do Taxxad. No fim de 2024 o Campos
Neto pulou fora dos sapatos dando um refresco para os dois. Tudo corria bem
pois entraria em lugar do Campos Neto o Galípolo, escolha alinhada com o PT e com
ambos. Seria o fim da tortura a cada sessão sobre a taxa SELIC, nada de
amaldiçoar juros altos e o Brasil iria crescer mais que o mundo. A esperança é
a última que morre, mas mesmo sendo a última, morre. Mesmo com a saída de
Campos Neto os juros escalaram e o que fazem PT, Sêo Lule e Taxxad? Colocam a
culpa no anterior. Canhoteiros são craques e competentes nas mentiras. Mentem
como respiram.
1.6- Penúltimo pingo

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