Sexta-feira, 18 de novembro de 2022 - 16h43


1-E afinal o Mané perdeu para quem mesmo?
O “Mané” das ruas, praças e portas dos quartéis, balançando
a bandeira, vestindo verde e amarelo, com uma pauta difusa que vai da não
aceitação do resultado das eleições, ao desencanto com os capas pretas das
altas cortes, a leniência com a corrupção e o jeitinho para o Luzinácio entrar no
processo eleitoral, não entendeu ou não levou a sério a frase inusual de um
servidor federal do alto escalão judiciário, respondendo ao cidadão comum, pagador de imposto, detentor originário
do poder nacional - art 1º da constituição - que o inquiriu e “com todo respeito”
sobre a possível e desejável abertura do código fonte do programa instalado nas
urnas eletrônicas. “Perdeu Mané. Não amola”. A frase lembra aquela usada por assaltantes
quando colocam alguém sob a mira da sua arma e berra: “perdeu playboy”, seguido
de tapas na cara, coronhadas, chutes e palavrões como “vagabundo”. Conheço o
tal servidor público por suas atuações no plenário do STF e fiquei estarrecido
ao ouvir a frase dita por quem faz uso costumeiro de rebuscados rococós
linguísticos. Contudo, como diz um seu ex-colega de atividades, “vivemos tempos
estranhos” e parei entristecido como soe a um Mané. Entendo o ato de ser
tratado com um “perdeu playboy”, pelo meliante sem cultura, cheio de ódio,
drogado e querendo levar à força algo material como relógio, anel, celular, mas
– e cito por analogia – jamais concebo o “perdeu Mané” dito por alguém a quem
cabe sentenciar o citado meliante pelo ato criminoso praticado. A inquirição que
fez um desconhecido Mané lá nos Estados Unidos é a mesma que vários outros
Manés vestidos de verde e amarelo, taxados de lunáticos, histéricos, golpistas,
antidemocráticos pelos senhores do STF com a capa do saber do bem e do mal fazem
aqui no Brasil, correndo o risco por pensar ou se expressar. Tempos
estranhos!!!
2-O establishment tem medo de
que?

Senta
que lá vem história. O dia de hoje pode reservar mais novidades no front já que
o servidor público que presidiu e coordenou as eleições mandou bloquear 43
contas bancárias de empresas suspeitas de financiar atos antidemocráticos. Desfila
ele em escorreito vocábulo diverso do “perdeu Mané” do seu colega: “No caso
vertente, verifica-se o abuso reiterado do direito de reunião, direcionado,
ilícita e criminosamente, para propagar o descumprimento e desrespeito ao
resultado do pleito eleitoral para Presidente e vice-Presidente da República
cujo resultado foi proclamado pelo TSE com consequente rompimento do Estado
Democrático de Direito e instalação de um regime de exceção”. Mas a orquestra
ataca noutro movimento e o Corregedor Nacional do Ministério Público, atendendo
ao pedido de uma vereadora do PSOL, mandou a procuradora de Justiça do MPPA “apagar
todas as postagens de caráter antidemocrático das redes sociais e não mais publicar
ou compartilhar novos posts que afrontem a lisura e confiabilidade do processo
eleitoral ou a autoridade das decisões proferidas pelos poderes constituídos”. Apagar
o que foi escrito é uma violência, mas proibir que se publiquem outros posts é
um exercício de futurologia. Danou-se véio! Rolo para chamar o VAR e mãe Diná!
Mas, como nada é tão ruim que não possa ser piorado, outro servidor público, Corregedor
Nacional de Justiça ordenou que magistrados da Infância e Juventude verifiquem
possível violação a direitos em acampamentos de manifestantes e deitou o
direito sobre a família dos lunáticos: “Chama a atenção a presença de crianças
e adolescentes nesses movimentos que somada às condições potencialmente
insalubres de tais acampamentos, deve despertar a preocupação de agentes
públicos responsáveis pela proteção infanto-juvenil”. Desse preço: o homem quer
que os juízes examinem se há crianças e adolescentes nesses locais e quais as
condições de salubridade, higiene, alimentação e outros elementos que possam
colocar em risco os seus direitos, inclusive quanto à frequência à escola e o
de não serem submetidos a qualquer forma de negligência, exploração ou
tratamento degradante sob qualquer pretexto. E agora Mané se a moda pega?
Criança abandonada na favela, dormindo ao relento, comendo restos e vestindo
trapos vai ter outra vida com casa, comida, escola, saúde, médico, sapato e
brinquedo. Vem aí um outro Brasil e tudo isso fora picanha e dindin na conta
todo mês sem ter que dar um prego numa barra de sabão. Sei não, os
caminhoneiros estão no modo “para tudo”. Ara sô!
3-O MST está de volta

Em setembro João Pedro Stedile
do MST bradou que as "mobilizações de massa" deveriam voltar se
Luzinácio vencesse a eleição: “É quando a classe trabalhadora recupera a
iniciativa na luta de classes, então ela passa a atuar na defesa de seus
direitos da mínima forma, fazendo greves, fazendo ocupações de terra, ocupações
de terreno, mobilizações, como foi naquele grande período de 78 a 89”. O MST
criou cerca de 7 mil comitês e já cantava vitória antes das eleições: “Acho que
a vitória do Lula vai ter uma consequência natural e psicossocial nas massas e
vai dar um “reânimo” para retomarmos as mobilizações de massa” e ressaltou que
no governo Bolsonaro houve um “refluxo do movimento já que o governo distribuiu
mais de 400 mil documentos de titulação fundiária”. A bem da verdade, as
invasões de terras vêm diminuindo desde FHC – 1995 a 2002 – com 2442 invasões nos
dois mandatos. Na era Lula - 2003-2010 - foram 1.968 invasões. Com Dilma - 2011
a 2016 - foram em média 162 invasões ano. No governo tampão de Temer - 2016 a
2018 - média de 27 invasões ano. Com Bolsonaro, foram apenas 9 invasões por ano.
Mas a “tchurma do primário mal feito” está de volta e as invasões já começaram pela
Bahia onde o governo e o clima ajudam. Por aqui a foice corta pouco pois a
faveira ferro e o ferro da polícia local são duras de encarar, mas o MST vai
cair dentro. É assim que eu penso.
Contato
- leoladeia@hotmail.com
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