Segunda-feira, 20 de novembro de 2023 - 12h03


Não foi só o discurso ultra
libertário do candidato Javier Milei que conquistou o eleitorado argentino. Lá
como aqui, a massa da população se
move preferencialmente numa faixa de centro, afastando-se das promessas mágicas
da esquerda de dar de graça o essencial para o pobre, como das promessas também
mágicas da direita que foca o crescimento econômico e o mercado.
Ontem venceu um Javier Milei que havia perdido para Massa no segundo
turno, mas que anteviu que o seu discurso moderno, interessante e incendiário
não resultaria em votos. Um detalhe: após o primeiro turno Milei formou na
surdina uma aliança com o ex-presidente Macri e com a ex-candidata derrotada no
primeiro turno do pleito, Patrícia Bullrich. Assim, como não se faz omelete sem
quebrar ovos, não se faz chibé sem farinha. É o exemplo que o nosso Brasil
dividido politicamente entre a direita e a esquerda deverá adotar no futuro
para sair da dicotomia do atraso entre estado mínimo e estado perdulário, um gigante
na cobrança de impostos e um anão na eficiência de gastos. Torço pela terceira
via com uma força de centro político civilizada, com as tendências à esquerda e
à direita, mas sem ranço ditatorial e absolutista de qualquer espectro, como
vimos com Bolsonaro e vemos hoje e novamente com Lula.
A vitória de Milei não mudará o divisionismo brasileiro, mas arrefecerá
o discurso do comunismo versus fascismo que tomou conta do Brasil. Para adeptos
do foro de São Paulo e dos camaradas e companheiros de esquerda um ensinamento
importante: o povo sabe o que quer e já não se deixa manipular de forma tão
desavergonhada como dantes, seja na Argentina, Brasil ou em qualquer país sério.
Para a direita que parece ter perdido o pudor de se declarar como de direita
será preciso ajustar o discurso e o tom do que querem para o brasileiro das
classes médias e pobres, ausentes dos holerites do serviço público seja por concurso público ou por indicações amigas. Certo
é que até nos bolsões de miséria o dinheiro ajuda, mas já não compra o voto de
forma descarada. A chuva de honestidade chegou também ao povo pobre e em
condições ideais de temperatura e pressão, sem casuísmos eleitorais como em
2022, o povo elege o melhor para o país dando uma banana ao establishment. A
prova está na última eleição: Bolsonaro obteve 58.206354 votos, Lula 60.345.999
- diferença de 2.139.645 ou 1.8% – ficando de fora 1.769.678 votos brancos, 3.930.765
votos nulos e abstenção de 32.200.558. É bom analisar essa conta de padaria.
O espectro da esquerda continua a sua marcha insensata sem preparar
substitutos dentro do lulismo, enquanto o governo atual com o próprio Lula afunda
num projeto que tenta o sucesso do passado sem fazer o “mea culpa” de erros
pretéritos e atuais. Já a direita e/ou o espectro de centro-direita se debate
na busca não só de nomes palatáveis via acordos e conversas, mas principalmente
em busca do discurso que passe longe do “nós contra eles” para o confronto em
2026 e talvez encontre pois hoje, fechando um ano de governo Lula, lembrei-me do
Caetano Veloso cantando a realidade de agora: “alguma coisa está fora de ordem”.
O animal político Lula, perdeu a validade. Visivelmente irritado e atabalhoado passa
essa mesma impressão aos que trabalham e o assessoram. Lula hoje não é nem a
sombra do que já foi e perde muito em termos pessoais face o esforço que fez
para eleger Massa. E tem mais, Trump vem aí.
A ascensão de Javier Milei é um duro golpe para a “izquierda brazuka”
que lidera e apregoa o foro de São Paulo bem como para seus seguidores
latino-americanos engajados no discurso vencido desde a queda do muro de Berlim
em 1989, ainda que mantenham – registro por amor à – o entusiasmo e fervor como
se fosse possível existir algum sistema político fincado em pilares da esquerda
autocrática com representação democrática, algo tão impossível quanto misturar
de forma homogênea água e óleo. O mapa de hoje, à primeira vista mostra a esquerda
com uma área, porém é preciso analisar o peso político de cada nação, suas
relações no concerto mundial, suas economias e as suas populações. Simples
assim.
Os próximos dias serão cruciais para o estabelecimento das relações
internas da Argentina e externas principalmente com a América Latina. Um
exercício de diplomacia costurada com fios de ouro, cera de abelha e óleo de
avestruz já que o mapa indica que pisaram no freio dos vermelhos
latino-americanos.
2-O ÚLTIMO PINGO

O Brasil começou a mexer na
cristaleira mas já quebraram algumas taças de cristal e biscuits de louça. Sêo
Celso Amorim dublê de aspone e curioso de diplomacia internacional,
intercontinental e intergaláctica disse que agora cm Milei é precio salvar o
Mercosul. Acho que se esperar por Milei o Mercosul se afoga antes de jogarem a
boia. Já Sêo Pimenta – não o de Rondônia – o de comunicações de Lule foi à boca
do palco e discursou para o bilheteiro e o eletricista do teatro, os únicos no
teatro: “Eu não ligaria, só depois que ele ligasse para me pedir desculpas.
Ofendeu de forma gratuita o presidente Lula. Cabe a ele o gesto, como
presidente eleito, de ligar para se desculpar. Depois que acontecesse isso, eu
pensaria na possibilidade de conversar”. Pimenta no uropígio dos outros é
refrigério. Aí o Zé de Nana preocupado comentou: “É capaz do Milei renunciar ou
até se matar”. Vixi...
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