Sexta-feira, 20 de outubro de 2023 - 15h25

Em novembro de 2019 um denso e interessante estudo
econômico saiu da equipe do Ministério da Fazenda para o Congresso. De início
convenhamos que o governo Bolsonaro jamais primou por uma convivência política
pacífica e que o Ministro Paulo Guedes com seu pensamento cartesiano não tem
uma gota de paciência para formar acordos que precisem de negociações com muita
conversa. As duas facetas - do chefe e subordinado - levaram o Plano para as
cucuias. Guedes visava o macro e as medidas propostas no seu plano de três eixos
tratavam de seis pontos que dariam panos pra manga e encaminhariam com pompa a
circunstância a vaca até o brejo. Os seis pontos: limites à criação de
despesas como os reajustes e bônus a
servidores, revisões de benefícios tributários, como isenção de imposto de
renda para doentes graves, a mudança no percentual mínimo de gastos com Saúde e
Educação para unificar os percentuais de forma que tanto a União quanto os
Estados possam distribuir como quiserem os valores entre áreas de educação e
saúde. Ou seja, um Estado poderá gastar, por exemplo, 35% do Orçamento com
saúde e 2% com educação, congelamento de concursos públicos e em paralelo a redução
de salários e jornadas de servidores, impedir que a União seja fiadora de empréstimos
a Estados e municípios, dando aval apenas para empréstimos oferecidos por
organismos internacionais e a cereja do bolo seria a extinção de pequenos
municípios e explico a seguir essa tentativa lógica e louca do Paulo Guedes
para tentar inserir o Brasil no mundo moderno.
A proposta do Pacto Federativo propunha que os municípios
com menos de 5.000 habitantes cuja arrecadação própria com impostos não alcançasse
10% de sua receita fossem incorporados pelo município vizinho. Isso deveria ocorrer
até 30 de junho de 2023 se o município não conseguisse comprovar a capacidade
de arrecadação. Entenda: o município a ser extinto não mais teria prefeito,
secretarias, independência administrativa e deixaria de receber repasses
próprios de recursos da União uma redução drástica. Ora, de 5.700 municípios
com prefeitos, câmaras de vereadores, secretarias, assessores, conselhos, etc,
o Brasil cairia para 4.500 e 1200 “centros de gastos públicos” sairiam do mapa.
Porém, e tem sempre um porém, por se tratar de uma PEC, precisaria de uma
aprovação especial do Congresso nacional e como vimos no filme Tropa de Elite
2, “o sistema é f...da!” e justo aqui a porca torce o rabo ou para quem não
gosta de porco, o poste mija no cachorro. No Congresso a PEC seria desidratada,
receberia cortes, desidratação, jabutis, barrigas e o famoso “joga para o corte
da esquerda” e foi o que aconteceu. A harmonia entre os poderes venceu e o Brasil
perdeu o trem da história modernidade. Alguma coisa foi, mas o resto se perdeu
em discussões sem sentido e o sistema venceu, mas ficamos conhecendo como o establishment opera no escuro.
Os salários do judiciário foram para a estratosfera,
as isenções - todos perdem e somente os bancos ganham – só avançam e pior, o
governo engabela com o fiasco do “desenrola”. A questão previdenciária michou,
as contratações de servidores ocorrem com o cabide de emprego via contratação de
comissionados, a possibilidade de os estados decidirem como aplicar os recursos
carimbados não recebeu do carimbador o carimbo de aprovação. Abriram-se assim as
porteiras para passar a boiada e eis que de repente surge, lá no STF, a
“supimpa corte” do Poder Judiciário que manda, desmanda e que atualmente no
Brasil atua como o Poder Executivo Alternativo ou Executivo nº 2 e Legislativo
nº 3, a ideia de se criarem mais municípios e o primeiro seria Sorriso no Mato
Grosso, um aglomerado populacional de 7.000 habitantes ou seja, nem 10% da
população da zona leste de Porto Velho ou 30% da cidade de Candeias do Jamari e
que é bem menor até que Itapuã do Oeste com seus 10 mil e poucos habitantes.
Foi o suficiente para que as cabas rondonienses começassem
a bater bumbo pedindo tratamento isonômico para Extrema e Nova California na
Ponta de Abunã e Tarilândia. Na sequência podemos esperar as cabas zunindo por Triunfo
e mais, além de Rondônia, por todo o Brasil poderão surgir mais 410 municípios.
É a farra do petismo.
Não sou contra a criação de novos municípios, mas
que tal um olhar com lógica para a cidade de Humaitá que está há 200 km de
Porto Velho e sem qualquer ligação com Manaus ou Pimenteiras com suas incríveis
2.156 almas ou mesmo Itapuã do Oeste espremido entre Ariquemes e Candeias do
Jamari? Creio que faz sentido. Claro que nada disso vai ocorrer. Lula, PT e a
linha estatizante do governo tem como meta a vascularização de benefícios –
sangue direto na veia do povão, a manutenção do cabresto eleitoral e a
desconstrução da figura popular do Bolsonaro.
2-O ÚLTIMO PINGO

Dona Eliziane Gama relatora da CPMI do 8 de janeiro
mostrou o relatório, uma peça literária produzida com “água de salsicha que não
serve pra porcaria nenhuma”, segundo o deputado Nikolas e acho que acrescida de
pasta base de manguezal. Considerando sua forma peculiar de tratar o vernáculo,
que tal indiciá-la por crime ambiental? Afinal árvores foram abatidas para produzir
o papel que ela usou. Foram 1300 folhas para agredir a “fina da flor do lácio”.
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