Sexta-feira, 15 de julho de 2022 - 13h35

1-Pois é... O
diabo não é tão feio quanto se pinta
Para desespero dos brazukas que adoram carros,
alguns fabricantes – e a Ford foi a mais relevante – fecharam as portas. Ocorre
que na Bahia a Ford mudou o rumo da prosa. Veículos fabricados no Brasil não
são lucrativos, mas temos expertise em projetos, softwares, agregados e tecnologia
para carros elétricos, em que a operação é vantajosa. A Ford vai operar para os
dois gigantes EUA e China. No agronegócio o caminho é suave. A área de plantio
vai crescer, temos sementes, fertilizantes, insumos e o mercado comprador está aquecido.
Claro que a Rússia vai continuar errática e complicando, mas dinheiro há de
sobra no mercado, nossa economia dá sinais de recuperação no estilo gangorra: sobe
um ano e desce outro. Sobre taxas, ganha uma tubaína quem acertar o custo de
captação interna e externa. A conta petróleo vai jogar contra todos e aí é
torcer para que a ciência opere resolvendo as demandas como sempre faz durante
as crises. Mas é aí que a porca torce o rabo.

A inflação nos EUA é a maior em 40 anos. O FED que
errou a mão na política, terá que rever juros para cima. Difícil conjuntura, instrumentos
limitados, um governante fraco e a inflação como nós brasileiros sabemos é voraz!
A coisa está mais para urubu que para papagaio. Na fila da montanha russa agora
é subir e voltar com o sorriso amarelo. 2023 será uma bad trip.
Que seja um ano tão breve quanto uma volta na montanha russa.

2-Sobre
ventos, barcos e filósofos
O diabo se traveste para ocultar a cara e há quem diga
que ele não é tão feio como se pinta. A um passo da eleição, o diabo abusa do engodo.
Sem programas os dois inimigos irreconciliáveis se engalfinham no jogo de
acusações e manipulação dos miseráveis com a bandeira do “quem quer dinheiro
já?” - a PEC Kamikaze já foi aprovada pelo governo e abriu uma avenida por onde
deve desfilar para o trator eleitoral verde e amarelo. Já a esquerda acena com a
reedição do Bolsa Família do Luiz Inácio: “quem quer dinheiro quando eu ganhar?”.

Bolsonaro e Lula
são nesse contexto duas faces das trinta moedas traidoras do povo. Para eles o
que importa são os seus umbigos, negócios, famílias e afirmação de suas
ideologias. Qual o programa de governo qualquer um dos dois? “Estão ouvindo a
sociedade”. Mentira. Engodo. Nada sabem de demandas sociais. Quem paga
R$6.000,00 de diária num hotel em Brasília por exemplo passa longe do
miserável. Quem é abastecido pelo cartão corporativo também. Ambos são marujos de
segunda sonhando com o leme do “Titanic Brazuka”, sem competência para tanto. O
Brasil se encalacrou na área econômica e de economia nenhum dos dois entende.

“Navegar é preciso” disse Fernando Pessoa enquanto Sêneca
afirmava que “não há vento favorável para quem não sabe aonde vai”.
Despreparados, com falas antagônicas e ideológicas, os dois buscam um diabo palatável,
tipo paz, amor e grana para enrolar o miserável faminto. O filósofo Diógenes, andava
com uma lanterna acesa durante o dia “procurando um homem honesto”. Aqui no
Brasil nesta quadra da vida política, honestidade é artigo raro. Nos meus
sonhos lisérgicos penso num estadista para nos levar ao futuro, mas no
“Supermercado Brasilis” o produto está em falta e não se fabrica mais por aqui.
E não existe nem mesmo um “made in
China”!.
3-Entre
a cruz e a caldeirinha ou quem quer dinheiro

Abstenhamo-nos da paixão eleitoral e coloquemos um que
de racionalidade na escolha que temos pela proa. Sem a terceira via resta para
a eleição Bolsonaro que está no governo com a máquina na mão, distribuindo
emendas, favores, cargos, fazendo e inaugurando obras e com 25% do eleitorado
fiel e aguerrido. A aura de moralidade a despeito dos ataques de parte da
imprensa e dos adversários não colou nele e para quem acha que não sabe jogar
ele é um centroavante rompedor. Um exemplo foi a tacada de mestre com apoio maciço
do Congresso, inclusive da esquerda. Bolsonaro deu um nó com a PEC dos
benefícios na cabeça dos políticos.

No outro corner está Lula com o carimbo de corrupto na
testa e que não sai dele. Num debate como irá explicar que estar livre não é o
mesmo que ser inocente. A sua militância é aritmeticamente, é igual à do
Bolsonaro, mas a abordagem é diferente. Bolsonaro fala em mercado, Lula fala
abrir o crédito e distribuir dinheiro, seu case de governo e que será impactado
durante a campanha, já que a PEC dos Benefícios estará em pauta até dezembro e,
portanto, distribuindo bondades ao eleitor pobre e de pouca memória. A partir
de janeiro o vencedor da refrega – seja quem for – irá comprar o Centrão e a
vantagem está com Bolsonaro. Se tudo acontecer como no desenho, a renovação na
Câmara Federal será pequena e a compra de parlamentares seguirá nos moldes
atuais. Com Lula a compra terá de iniciar do zero face os traumas e a desconfiança
que sua relação promíscua com o Centrão deixou. Tradução: é o mensalão que
volta e a roleta vai girar de novo.
Contato - leoladeia@hotmail.com
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