Sexta-feira, 1 de dezembro de 2023 - 10h57


Enquanto Lula faz um discurso
correto e previsível na COP 28 cobrando a participação efetiva e a divisão de
responsabilidades das outras nações sobre temas ambientais, rejeitando a pecha
de grande satã da floresta, infelizmente a fotografia mostra Marina Silva a
princesa da Amazônia, a seca na região, os rios secando, barcos ancorados a
léguas de distância do leito, Manaus debaixo de fumaça, o fogo destruindo
vários “campos de futebol” e ela entre os presentes tentando montar uma fala que
explique aquilo que é inexplicável: Marina não quer o petróleo da foz do
Amazonas, mas lhe falta argumento para estruturar seus motivos e sobram razões
para que vejamos por trás do seu mutismo ou dos entraves linguísticos as
combatidas ONGS, que convivem com ela na Amazônia, com seu beneplácito e
simpatia e sem sequer piscarem sobre os 22 milhões de humanos esquecidos e que
formam um caldo de caboclos,
ribeirinhos, agricultores, pecuaristas, pescadores, comerciantes,
crianças, índios, comerciantes, enfim as gentes da “Rain Forest”. Enquanto fala
e bem, reconheço, vemos o Brasil que desejamos passando – que afronta para um
país tão rico - o chapéu para angariar fundos, para salvar o Brasil real e
paradoxal. Entre os ricos somos um país de pobres e em nosso país continuamos
pobres, ignorantes e dependentes de sovinas.
O Brasil arrecada demais do
seu povo para gastar demais com a sua elite – o tal establishment que falo
sempre – e com obras e investimentos mal planejados e mal executados. Vivemos
numa capital sem esgoto, com água tratada para metade da população. O
desemprego no Brasil está estacionado em 7,5% e a taxa de desalentados – os que
já não procuram mais emprego – está em 20%. A educação vai mal e dados oficiais
mostram 2,5 milhões de crianças fora de creches. Óbvio que isso tem impacto
sobre outros dados. Por mês 3 mil pessoas morrem no trânsito. As mortes violentas
principalmente homicídios nos mostram números maiores que dos países em guerra
e as cadeias estão cheias. Somos um país que mata a fome do mundo mas que deixa
seu povo morrer à míngua, sem moradia, sem educação e sem futuro.
E para não aumentar a lamúria,
o Brasil está formando ou aprimorando o seu consórcio de sanguessugas com os
três poderes constituídos da república: “NINGUÉM SOLTA A MÃO DE NINGUÉM” ou
“MEXEU COM UM, MEXEU COM TODOS”. Esta semana foi pródiga em exemplos, mas o
mais recente é do Artur Lira. Deu n’“O Estadão” diz: A cúpula da
Câmara articula, em conjunto com o Supremo Tribunal Federal (STF), uma
estratégia para segurar o máximo possível a votação da Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) que limita os poderes da Corte. Aprovada pelo Senado no
último dia 22, a proposta precisa ser pautada pelo presidente da Câmara, Arthur
Lira (PP-AL), que tem feito reuniões com o ministro do Supremo Gilmar Mendes,
na tentativa de engavetar a PEC. A ideia é resgatar um projeto alternativo, de
autoria do deputado Marcos Pereira, vice-presidente da Câmara, mais ameno do
que a PEC. O projeto está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi
apelidado como “PL da Moderação dos Poderes”. Convenhamos que é
algo vergonhoso, indecente, imoral e covarde, mas se está bomm para eles, que
siga então a mula véia e que as melancias se arrumem sozinhas na carroça.
Mas nem tudo está perdido. Vez por outra surge uma brisa: a OAB pôs a boca no trombone, senadores – parte – também e até parte da velha imprensa dos jornalões teve coragem de dizer que o STF erra ao condenar o jornalismo pela fala de um entrevistado. Convenhamos, para dona Carmem isso pode ser aceito após o feriado, para Lule a democracia é relativa e para Dino o tempo da liberdade absoluta não existe. Para nós, passados na casca do alho e que vivemos o período da ditadura, é censura e ditadura!
2-O ÚLTIMO PINGO

Pois é né... Então aquela
possibilidade cantada e decantada como real de que o governador de Rondônia e
seu vice fossem passados na navalha foi só fantasia apesar de tantas provas, as
agora pseudo-provas, levantadas, arquivadas, mostradas, relatadas, etc., etc.,
etc., era só o desejo e a ilusão? E como é que fica agora? Bagatolli continua
Senador, Marcos Rocha continua Coronel e Governador e Sergio Gonçalves vice e
irmão de Junior Gonçalves que continua Chefe da Casa Civil? Mas se tudo eram favas
contadas como é que a feijoada desandou e agora o que se vê é só “Banda de
Tambaqui Assado”? E quanto foi gasto com esse processo rolando na justiça durante
esse tempo todo? Alguém vai pagar o prejuízo? Calma. Tudo isso é só retórica.
Não responda e nem leve a sério, pois não creio em possibilidades concretas ou
vice-versa. Só em Natal e nos presentes de Papai Noel. Entendeu? Jura que não?
Então tá certo... Deixa quieto!
Quinta-feira, 2 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
Brasil: passado incerto, futuro imprevisível
Dia de falar de ditaduras. A militar e a da toga, as duas indefensáveis. Disse Pedro Malan: “até o passado do Brasil é incerto”. O “gigante pela pró

60% ou 6 em cada 10 não confiam no STF
Boa parte dos Institutos de pesquisas nacionais integram o consórcio que moldou a democracia relativa. Pagando bem, seja cliente de direita ou esque

Creio em Deus Pai, Filho, Espírito Santo, em Lula, no irmão Frei Chico, aliás como não crer com esse nome de frei? Creio em Lulinha, na família e na

BolsoMaster: O risível “contragópi” do Bozo
aulo Pimenta, dublê de ministro e marqueteiro do PT mudou o nome BolsoMaster para fugir do Mastergate que não emplacou e no velho estilo burraldo, a
Quinta-feira, 2 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)