Sexta-feira, 4 de setembro de 2015 - 09h51
Em São Paulo, uma escola que cobra 1,3 mil mensal de cada aluno de 6ª série, o colégio “Magister”, está sendo questionado por pais que condenam os palavrões constantes de um HQ, da obra de Dickens “Oliver Twist”, onde a mãe de um personagem é chamada de “p....” e o personagem de “f... da p...”. Aos pais que reclamaram alegando que a turma tem menos de 11 anos e que a linguagem é chula, uma psicóloga e professora universitária respondeu que nada há de mais.
Alegou que nas ruas é comum ouvir-se pessoas dizendo palavrões tais ou piores, no trânsito, mesmo entre adolescentes. E que o causador da reclamação possa ser apenas uma expressão semântica. Por aí afora o raciocínio da mestra. Já a escola anunciou que vai discutir a questão entre o tradutor e alunos.
Há muitas questões a ponderar nesse modismo de escolas brasileira de desprezar autores nacionais e colocar nas mãos de adolescentes autores estrangeiros, como se entre nós não tivéssemos peças literárias de alto nível e que não são referenciados quando o assunto seja uma aula – residindo no caso até suspeições de que a indicação seja feita em torno de algum benefício.
Mas a questão aqui proposta trata de texto escrito inserido em sala de aula, e não de frases colocadas em meio a uma discussão de boteco, o que causou reclamação dos pais – que em parte no geral têm culpa pelo que é levado a seus filhos dentro das salas de aula justamente porque via de regra não acompanham o dia a dia da escola, o que acaba facilitando a libertinagem e a deseducação.
A questão levantada pelo site http://www1.folha.uol.com.br/educacao não ocorre só nas escolas da capital paulista. Aqui mesmo em Rondônia já houve caso de livros destinados às salas de aula serem devolvidos ou, como aconteceu há alguns anos, uma edição feita no Paraná foi rejeitada tantos absurdos continha.
Na questão dos palavrões seria purismo demais querer que um garoto de 10 ou 11 anos não saiba o que significam “f. da p.....” ou “p.....”, mas trazer isso para uma edição destinada à aplicação escolar é, no mínimo, uma irresponsabilidade enorme que nem se justifica na proposta de que essas crianças tenham condição de fazer a diferença do que seja dito como insulto. É, apenas, o retrato cruel e desumano da Educação neste país, onde um ministro (pasmem!) da Educação, já propos que devem ser aceitos termos como “Nós vai comprar peixe”, alegando que “se você entendeu está correto”, esquecendo que, ao fazer um trabalho escolar, uma prova ou vestibular e concurso, escrevendo como o ministro propunha o aluno, certamente, seria reprovado, ainda que o examinador entendesse o sentido da frase.
Considere-se dito!
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