Quarta-feira, 10 de abril de 2024 - 14h08
Ainda que
eu seja um animal político, no dizer de Aristóteles, ou me sinta um personagem
de Elliot Aronson, em seu conceituado livro, O Animal Social, à medida que as
eleições se aproximam, municipal, estadual ou nacional, me sinto meio inseguro,
navegando no mar de incertezas que a política desperta, como se eu estivesse à
deriva de mim mesmo. Sei que sou imperfeito e preciso da comunidade para
alcançar a completude, como dizia o filósofo. O político (o outro) pode ser o
inferno, no dizer de Sartre, contudo, é, necessariamente, o elo da corrente democrática,
que ajuda a convivência pacífica, na Pólis organizada. Ninguém é uma
ilha.
Às vezes,
me sinto um degradado com um inútil voto na mão, submergindo e emergindo, num
mar democrático de argumentos partidários, sem saber pra que lado remar: como
me integrar ao todo, sem o sentimento da inutilidade? Como acertar o candidato
que, se vitorioso, atenderá as necessidades da comunidade. A sorte e a política
podem andar de mãos dadas? Não só podem, como devem; já é tão difícil acertar,
que o azar só complicaria. Imaginem o melhor candidato, o mais competente, o
mais bem posicionado nas pesquisas, morrer de repente, a poucos
dias da eleição… azar pra um, sorte pra outro. Pobre do eleitor, está cansado
de saber que quem gosta de andar abraçada com um candidato é a sirigaita da
sagacidade.
Leitor da Resenha Política do
competente jornalista e confrade da ARL, Robson Oliveira, me dou conta das
possibilidades, das alternativas, dos “disse-me-disse”, das trocas de partidos,
que minha cabeça fica zonza, como que tentando decifrar o zumbido dos
conchavos, das conveniências, dos possíveis acordos corruptórios pelo poder.
Imagino como deve se sentir quem é alheio à política, analfabeto ou ignorante
por formação, sem a consciência dos dizeres dos filósofos, cantando Zeca
Pagodinho: Deixa a vida me levar, vida leva eu…
Embora me
sinta à deriva, meus pés estão ancorados no porto do velho, aguardando o grito
de “terra à vista”! Ainda bem que o Madeira não é Mardeira, dá pra gente
enxergar as duas margens ao mesmo tempo: de um lado uma Rocha se
deixando esculpir por um bisturi mariano, transformando o Máximo em Mínimo,
anulando a competência de nosso melhor candidato. Política não é para amadores.
Pobre Máximo, foi minimizado por uma colega, sem anestesia!
Parece
que teremos três ou quatro mulheres na disputa. Enfim acordaram…uma traz o
marido a tiracolo, como atestado de garantia; a outra, o pai, a simpatia, o
veneno e a experiência! A terceira é caloura, pertence ao clã dos tourinhos,
mas ainda é uma novilha, tem muito que aprender com as artimanhas do político
Confúcio e os discursos ardilosos dos emedebistas. Os experts acreditam que a
zebuzinha mira as eleições de 2026. A quarta candidata vem do PT, mas não tem
chances, apesar de também trazer na identidade o sagrado nome da mãe de Jesus.
Quando a
campanha começar no rádio e na TV teremos uma ideia do possível desfecho dessa
eleição municipal. Quem vencerá??? A candidata do governador e do prefeito ou…?
Fiquem de olho na Resenha do Robson Oliveira.
À Direita,
à esquerda ou ao centro, qualquer que seja o resultado, vou me postar à janela,
aguardando as vistas: tomara que a banda passe, tocando o Hino do Município e
anunciando uma sede própria para a Academia Rondoniense de Letras, Ciências e
Artes, fundada em 2015, mas ainda sem teto.
Os restos mortais de Eça; pertencem ao estado ou á família? (Continuação)
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