Domingo, 11 de agosto de 2024 - 08h34
Quem teve um pai presente, provavelmente traz à lembrança as mais
divertidas aventuras, experiências e iniciações. O pai é aquele que nos lança
para a vida. No simples gesto de levar o filho (a) junto, como companhia,
quando ele precisa realizar alguma obrigação, já está demonstrando como é viver
a vida na prática.
Lembro-me com saudade do cheiro do uniforme suado do meu pai
quando chegava do trabalho. Recordo quando ele me mandou dirigir o caminhão que
trabalhava, na estrada da fazenda em que morávamos. “Você consegue”, ele dizia.
Aos domingos, me ensinava a nadar em um rio e tantas outras coisas que fazíamos
juntos. Interessante que ninguém ensinou meu pai a ter uma atitude paterna
positiva. Isso já estava nele, ele só correspondeu ao desejo de ter a minha
companhia e instintivamente buscou conciliar o tempo de cumprir suas obrigações
com a motivação natural de viver comigo coisas simples, mas, que foram
significativas.
Acho que ele nem sabia o quanto atitudes corriqueiras estavam
sendo experiências profundas, verdadeiras lições de vida para mim!
Hoje, como pai, vejo como é importante ser presença, afetiva e
efetiva. Não é só prover, mas é preciso também gerar boas experiências,
memórias que façam minhas filhas acreditarem que são capazes, não terem medo de
enfrentar até mesmo coisas inéditas a elas, pois, de alguma forma, alguém
mostrou que elas encontrarão a força interior necessária nelas mesmas, e que
amar e agir na verdade tornam a pessoa vencedora seja qual for o desafio. Que
através dos meus cuidados e carinho, elas sintam a presença do Pai que olha por
elas e, mesmo sem vê-lo, intuam que Ele está em algum lugar, olhando por elas.
Toda paternidade vem de Deus e através de nosso amor, estímulo e solicitude,
somos responsáveis por transmitir a grande experiência e impressão que nossos
filhos terão do amor do Pai.
Na ausência ou numa presença negativa do genitor, o filho (a)
poderá ter dificuldades em sentir o atributo paterno de Deus que lança, desafia
a algo novo e pede para ter coragem. Pois lhe faltou a experiência terrena de
que o Pai está na retaguarda zelando por ele, acreditando e dando uma palavra
de incentivo, mesmo quando pensar em desistir, e até garantindo que a missão
será cumprida, porque, se necessário, quem irá atuar será esse Pai.
A palavra e as atitudes de um pai são coisas que marcam o filho
para sempre. Não raro, vemos pessoas que carregam uma imagem negativa de si
mesmos, traumas, porque num momento de raiva, impensado ou temendo que o filho
não seguisse o caminho proposto, o pai proferiu uma palavra dura, ríspida,
desqualificando seu descendente. Ou quando esse pai deu um mau exemplo de
caráter, nisso tudo, destrói-se a natural propensão que as crianças têm de ver
o pai como seu herói e exemplo a ser seguido. A memória afetiva fica maculada e
afasta o filho de seu pai. Portanto, cuidemos de nossas reações e nossas
palavras!
A cada filho e a cada fase é preciso um cuidado próprio. Sobre as
meninas, o pai é quem autentica seu valor de mulher, sua beleza e a
preciosidade de seu coração. Já os meninos, devem ser encorajados a dispor de
seu ímpeto e força em direção da gentileza e do cavalheirismo. É essa a
dinâmica: sempre dizer isso a elas e eles, além de promover que assim sejam.
Participar da concepção de uma vida humana, sem dúvida alguma, é
algo grandioso. Contudo, ser presença e tornar-se uma referência positiva no
desenvolvimento dessa vida, é ainda mais sublime.
*Sandro Arquejada é missionário da Comunidade
Canção Nova, formado em Teologia e Administração de Empresas. Atualmente
trabalha na “Formação – Núcleo das Famílias”. É autor dos livros “Ato Conjugal,
Beleza e Transcendência”, “Maria, humana como nós”, “Como Rezar o Terço
Mariano”, entre outros, pela Editora Canção Nova.
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