Sexta-feira, 3 de abril de 2026 - 08h20

Desde
ontem que penso no Planeta dos Macacos.
Quem assistiu vai se lembrar que
nossos primos símios, do outro Planeta, brigavam entre si pelo controle das “narrativas”,
pelo controle do poder. Os cientistas, inteligentes e sensatos, de um lado, e
os militares, brucutus, do outro lado.
Não me arrisco a dizer que os
cientistas terráqueos são sensatos, sinceros ou sequer inteligentes, como eram
(ou são) no Planeta dos Macacos. Pelo nível apresentado em pronunciamento
público de muitos, quiçá da maioria, ou por seus feitos, alguns bizarros,
ficarei com o pé atrás. Aliás, para mim, PCD, ficar com o pé atrás é um pouco
da rotina.
Nossos políticos e governantes, e seus
assopradores de conselhos (um tipo de Papagaio de Pirata), certamente não são
inteligentes e muito menos têm noção do que fazem. Os Grilos Falantes no Brasil
têm ideias muito nocivas.
Tenho pensado de maneira forte sobre
isso – quase sentindo, porque acordei com esse sentimento – desde os últimos
pronunciamentos de Trump e das replicações nos demais poderes nos EUA. Quando
vejo os comentários penso que a Terra foi invadida por reptilianos.
E aí, quando associo o Planeta dos Macacos
com a nossa Terra, já vejo – em sonhos com pesadelos – que o Pato Donald está
imitando Nero: o tocador de fogo. É claro que o Pato Donald é empregado do Tio
Patinhas que mora em Israel, mas quem põe fogo na conexão, na lógica, na
sinapse, é esse pato esquisito.
O Pato Donald pós-moderno, só faltam
as luzes no cabelo, é uma personagem que faria Tarzan ter medo do inofensivo
Mico Leão Dourado. Por falar nesse macaquinho, lembrei de novo do Brasil.
Entre nós, lá no passado de Machado de
Assis e de Monteiro Lobato, as Saúvas – que formigas terríveis e ardilosas! –
eram as inimigas da Ordem e Progresso. Hoje, as Saúvas estão mais na base da
forragem. Tem alguns animais nativos que alimentam essas Saúvas vorazes.
Os animais que alimentam essas
formigas, no Brasil de 2026, são também esquisitos: são meio gado, meio chifre
– como se dizia no interior de antigamente –, meia sombra, meia pata de um boi
de verdade.
Esse gado mirrado sonha com poses
taurinas, mas, repelidos pelas cortes dominantes, esses pobres bois – meio
chifre – acabam imitando ou tentando imitar (quase sem sucesso) os movimentos do
Minotauro.
O
que esse gado meio chifre não sabe é que o Minotauro é um touro de verdade, sem
meia bomba, colocado num bom pedaço de carne humana. Por isso, sem saber como
fazer qualquer conexão, o gado humanoide brasileiro se resume a seguir o Pato
Donald, o Malvado.
O
mundo atual não tem nem graça.
Sexta-feira, 3 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
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