Quinta-feira, 19 de julho de 2012 - 05h06
O bem e o mal
A disputa pelos cargos federais de segundo e terceiro escalão em Rondônia é travada literalmente a dentadas pelos caciques políticos. Senadores e deputados federais demarcam território, como onças. Defendem os espaços conquistados, que são cobiçados pelos petistas.
Poucos candidatos inauguraram seus comitês com pompa e circunstância como Mário Português (PPS), aberto na Av. Nações Unidas. Mário Sérgio (PMDB) anuncia a inauguração do seu comitê no próximo dia 27. O de Mauro Nazif (PSB) funciona na Embratel, perto da Câmara de Vereadores.
Forças ocultas
Em campanhas passadas o atual deputado estadual Ribamar Araújo (PT) falava das “forças do mal”, ao definir seus adversários na disputa. Na campanha 2012, o candidato a prefeito do PSTU Janderson Silva fala das “forças ocultas” que tem monopolizado os recursos públicos, atrasando o crescimento de Porto Velho.
Nem com o prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho pulando cirandinha com Miguel de Souza, vice de Fátima Cleide, as desconfianças de infidelidade do alcaide com a postulante petista acabaram. Nos bastidores elas vicejam como braquiária no inverno amazônico.
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Sorte, Carcará!
Foi uma justa homenagem do senador Valdir Raupp (PMDB), para seu suplente Tomás Coréia, cuja estrela política deixou de brilhar depois do cargo de prefeito da capital ao final dos anos 80. O Carcará, como era conhecido, assume a vaga no Senado, no lugar de Raupp, herdando também o comando estadual do PMDB. (Tomas Correia foto: Lindomar Gomes)
Uma gangorra
Os institutos de pesquisas já estão na linha de frente e os candidatos com mais visibilidade – como é o caso de Mário Português (PPS) – começam a pontuar na corrida sucessória, que promete ser de muito suor e com dois turnos na capital rondoniense. Aliás, a campanha tem sido uma verdadeira gangorra.
Homem forte
Com a criação da superpasta que vai abrigar o Departamento de Estradas e Rodagens e a Secretaria de Obras, alvo de futura fusão, Lúcio Mosquini, se consagrou como o homem mais poderoso da gestão Cooperação A conquista se deve a sua competência e pelo seu jogo de cintura.
Em recesso
Depois de votar a Lei das Diretrizes Orçamentárias para 2013, finalmente os deputados federais entraram ontem, quarta-feira em recesso. Com isto, todos já estão com os olhos voltados às eleições municipais em Rondônia, principalmente Mauro Nazif, que é candidato a prefeito em Porto Velho.
“Verdades Inventadas” foi o título escolhido para uma experiência no mínimo curiosa quando se trata de inovar na educação. Antecessoras das atuais novelas da TV, mundialmente qualificadas de soap operas (óperas de sabão, pois inicialmente eram patrocinadas por marcas de sabão em pó), as radionovelas marcaram época no rádio, prendendo famílias inteiras em casa para ouvir longas dramatizações, tais como O Direito de Nascer (1951), do cubano Félix Caignet, e Jerônimo, o Herói do Sertão, do brasileiro Moysés Weltman (1953).
A Universidade Federal de São Carlos, no interior de São Paulo, colocou no ar, por meio de da Rádio UFSCar, emissora vinculada à instituição, uma radionovela que narrou de forma lúdica às descobertas científicas de Laura, uma adolescente fictícia de 15 anos. “A ideia não foi criar uma ficção científica e sim histórias baseadas em reflexões sobre o dia a dia da protagonista”, disse o coordenador do projeto, professor Adilson Oliveira, do Departamento de Física da UFSCar.
A produção do Laboratório Aberto de Interatividade para a Disseminação do Conhecimento Científico e Tecnológico (LAbI), iniciativa da universidade que conta com o apoio da FAPESP e do CNPq, foi dividida em 37 episódios de 10 minutos cada. O roteiro foi baseado na temática do tempo, no qual as atividades cotidianas de Laura a levam a aventuras imaginárias nas quais interage com cientistas e pensadores como Albert Einstein, Charles Darwin, Júlio Verne, Marie Curie e Isaac Newton.
No curso dessas experiências, sempre acompanhada por uma tia pesquisadora, o avô aventureiro ou um amigo, Laura acaba assimilando o conteúdo dominado por cada um desses célebres cientistas. Embora a protagonista seja uma personagem do primeiro ano do ensino médio, Oliveira destacou que a nova rádio-dramaturgia é destinada a todas as idades. Verdades Inventadas não foi produzida pensando no público infanto-juvenil, ela não tem essa linguagem. Esperamos atingir o público geral, pois o objetivo principal é a divulgação científica.
Segundo Oliveira, o projeto radiofônico surgiu a partir das ideias discutidas no LAbI e contou com a atuação de 30 participantes, entre profissionais de áreas como comunicação, rádio e dublagem, além de estudantes da UFSCar.
Via Direta
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