Sábado, 18 de fevereiro de 2012 - 07h16
Faxina começou
A aprovação do projeto ficha limpa iniciou um processo de faxina na política rondoniense atingindo verdadeiros ícones regionais, além dos parlamentares flagrados nas Operações Dominó e Termópilas. São dezenas de políticos urrando.
Nomes ilustres
Caciques do porte do ex-prefeito Melki Donadon (e irmãos) em Vilhena, do ex-senador Ernandes Amorim (e sua filha) em Ariquemes, dos ex-prefeitos Carlinhos Camurça (Porto Velho) e Sueli Aragão (Cacoal) caíram do cavalo. O bicho pegou ate o deputado federal Moreira Mendes (PSD).
Comemoração
Prejudicados pelo corte de emendas parlamentares da União e a queda do rateio do FPM, os prefeitos rondonienses festejaram a aprovação do PIDISI na Assembléia Legislativa. Os recursos do “paquinho” serão importantes para saúde e obras de infra-estrutura
Perdendo espaço
O PMDB pode perder mais espaço no cenário regional nas eleições municipais de 2012 em Rondônia. Ocorre que nos principais colégios eleitorais – Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes, Cacoal, Vilhena – a sigla não tem candidato de ponta.
Na ponteira
As primeiras sondagens eleitorais apontam uma boa largada do deputado federal Mauro Nazif em Porto Velho, de Jesualdo Pires em Ji-Paraná, que são os maiores eleitorados do estado. Nos demais pólos regionais Adelino Folador em Ariquemes, Glauciony Nery em Cacoal e Luizinho Goebel (PV) em Vilhena já figuram com vantagem.
Eleições 2012
Nos pequenos e médios municípios a corrida começa a andar. Em Rolim de Moura, o ex-prefeito César Cassol (PP) vai ponteando bem, tendo como oponentes Luizão do Trento e o atual prefeito Tião Serraia. Já, em Presidente Médici o prefeito Zé Ribeiro vai consolidando seu projeto de reeleição.
Uma tendência
Estamos há oito meses das eleições de outubro e uma tendência nacional – o crescimento do PSB – vai se observando também em Rondônia. Além de ser favorito em Porto Velho e Ji-Paraná, o partido deve emplacar prefeitos em pelo menos mais meia dúzia de cidades importantes, como é o caso de Pimenta Bueno.
Nas paradas
Prejudicado com a aprovação do projeto ficha limpa, o ex-prefeito Melki Donadon (PTB) estuda se vai apoiar o deputado estadual Luizinho Goebel (PV) a prefeitura de Vilhena. Se ele fechar a aliança vai causar decepção ao atual prefeito Zé Rover (PP), que contava com o deputado verdinho no seu palanque.
É coisa de louco!
Em Ouro Preto, onde se diz que os políticos trapaceiam até com Jesus Cristo – alguns prometeram por lá um Cristo Redentor na montanha da Embratel e não cumpriram – duas lideranças que estavam com as asas crescidas para 3 de outubro foram atingidas pela Lei da Ficha Limpa: o ex-prefeito Irandir e o ex-deputado Ronilton Capixaba.
Do Cotidiano
Começam as definições
Em Porto Velhoos partidos de ponta começam a definir seus pré-candidatos a prefeito a partir da realização de prévias em março. Assim sendo, o PT vai escolher um nome entre Fátima Cleide, Cláudio Carvalho e José Neumar; o PMDB entre Orestes Muniz, Abelardo Castro e David Chiquilito e, assim por diante.
O PSB larga na frente na corrida sucessória na capital. O deputado federal Mauro Nazif, depois de uma reviravolta provocada por uma onda de corrupção que atingiu os nomes dos deputados Zequinha Araújo, Epifânia Barbosa, Valter Araújo e Flávio Lemos, agora lidera as pesquisas. Em seguida aparecem os nomes do ex-deputado federal Lindomar Garçon (PV), da ex-senadora Fátima Cleide (PT). Também estão bem posicionados os nomes de Miguel de Souza (PR), Amado Rahaal (PP) e João Cahulla (PPS).
Ao mesmo tempo surgem novatos se arriscando como o secretário municipal Mário Sérgio (PMN), pilotando uma coligação de partidos nanicos. O PDT ameaça lançar Dalton Di Franco, popular apresentador de programas policiais, enquanto que o PSDB tem o ex-promotor Ivo Benitez, uma cara nova na política, como alternativa.
Ao final acredita-se que o elevado número de pré-candidatos seja reduzido motivado por alianças. Acredita-se numa composição PT/PMDB e numa outra reunindo PR, PV, PSDB e DEM, cuja coalizão é conhecida como “Frentão”.
Miguel de Souza (PR) se mostra melhor posicionado na organização partidária, elegendo como mote de campanha o tema “planejamento”.
Com dois mandatos e com elevada taxa de aprovação, o prefeito Roberto Sobrinho é considerado um eleitor de peso na campanha 2012 na capital. Seu apoio é considerado essencial para o candidato dos petistas. Por isso já começa a ser alvo de bombardeio da oposição.
Outro nome com grande força política na capital é o ex-governador Ivo Cassol (PP), que tenta emplacar seu candidato, o ex-diretor do hospital de base Amado Rahaal.
Com um eleitorado de 280 mil eleitores, Porto Velho tem apresentado constantes surpresas nas eleições, sejam para prefeito, como também ao governo. Vivendo uma verdadeira gangorra política, os candidatos se alternam na liderança das pesquisas, prometendo uma eleição em dois turnos, já que as forças políticas se apresentam muito fragmentadas.
Via Direta
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