Sábado, 31 de julho de 2010 - 09h38
A rigor, o Ibope não mostrou nenhuma surpresa aos rondonienses na pesquisa divulgada sexta-feira à noite, pela TV Rondônia, apontando o ex-senador Expedito Júnior na ponteira (com 26 pontos de intenções de votos), com o ex-prefeito de Ariquemes Confúcio Moura (PMDB) em segundo com 21 por cento. O governador João Cahulla recebeu 15 por cento; o petista Eduardo Valverde apenas 6 por cento, e Marcos Sussuarana do PSOL, apenas mero um por cento.
A consulta comprova o crescimento de Confúcio Moura (PMDB) que abriu a jornada bem atrás de Expedito e já se aproxima perigosamente do tucano. Também indica ainda a dificuldade do candidato governista João Cahulla de chegar ao segundo turno, mesmo com apoio do governador Ivo Cassol, que recebeu fantásticos 45 por cento de intenções de votos pra o Senado.
Mas a grande decepção da primeira rodada Ibope em Rondônia é o petista Eduardo Valverde, ainda na condição de patinho feito das eleições de 2010. Ele apanha de Praia do Tamanduá em Porto Velho, a Serra do Touro, em Colorado do Oeste. O que se vê, é que ainda estamos ainda longe de se quebrar o tabu da capital eleger governador: desde 94 só o interior elege governador em Rondônia, embalado pelo voto majoritário (mais de 800 mil eleitores no interior, contra apenas 280 mil de Porto Velho).
A esperança dos petistas é a reta final, quando os candidatos do partido reagem bem em Porto Velho e, nesta temporada, ainda com mais confiança em vista da performance da presidenciável Dilma Roussef em alta, do presidente Lula com quase 80 por cento de aprovação popular e o prefeito de Roberto Sobrinho que aplicou uma peia nos desafetos cassolistas, em 2008, quando obteve 60 por cento dos votos na capital, por ocasião da sua reeleição.
Eleição em aberto
Com elevado percentual de indecisos, temos uma eleição em aberto em Rondônia e qualquer reviravolta não poderá ser considerada uma surpresa, num estado já habituado a vivenciar alterações drásticas do quadro político de última hora. Veja a situação dos principais candidatos:
Expedito Junior: Sua queda nas pesquisas já era esperada. Começou com alguma gordura, no inicio do ano, com 37 pontos e agora no Ibope já registra 26. A tendência é que caia mais alguns pontos ainda e se isso acontecer terá uma disputa dramática pelo voto governista (oriunda do cassolismo) com o João Cahulla na reta final. Ambos disputam à mesma faixa do eleitorado e só um deles deve alçar o segundo turno. Por enquanto Expedito leva uma boa vantagem, mas não se descarta que Ivo Cassol desfaça a diferença mais adiante.
Confúcio Moura: Trata-se de uma ascensão anunciada, por causa da ponteira em duas regiões importantes do estado – Vale do Jamari e Bacia Leiteira – e uma situação privilegiada em Ji-Paraná e Porto Velho. Tem uma disputa particular pelos votos da oposição com o petista Eduardo Valverde, a grande decepção da primeira rodada da pesquisa Ibope. Valverde tem sua melhor pontuação na capital, mesmo assim sem a ponta, e apanha feio dos concorrentes de Nova Califórnia, no extremo norte rondoniense á Chê Guevara, na Zona da Mata.
O fenômeno Ivo Cassol
Com 45 por cento de intenções de votos, o ex-governador Ivo Cassol confirma o fôlego para obter o recorde de votos ao Senado de Fátima Cleide em 2002 e influenciar no encaminhamento de João Cahulla ao segundo turno, nas eleições em outubro. Lembro que conversei com Ivo há 30 dias atrás e ele me dizia que nas suas pesquisas internas (ao meu ver, ele tem a melhor agência de marketing e pesquisas dos candidatos) já atingia os 42 por cento de intenções de votos e me falava ainda que seu propósito era levar Cahulla a uma vitória ainda em primeiro turno. Que ninguém, duvide, embora Litle João, ainda esteja em 15 por cento de intenções de votos.
Do outro lado, vejo uma luta heróica do tucano Expedito, que sem a poderosa máquina governista – bem azeitada, diga-se de passagem – se mantém milagrosamente no topo. Devemos reconhecer, que qualquer outro político rondoniense já teria desabado pesadamente para posições inferiores na tabela, numa batalha tão desigual, enquanto ele segura a ponta no braço, para se comparar a um situação de uma corrida automobilística.
Por último, se o PT quiser levar Valverde ao segundo turno, uma tarefa que inicialmente parece quase impossível, perante o vexame Ibope, o partido vai precisar mais do prefeito Roberto Sobrinho e da sua competente equipe de marketing e de mídia. Com o candidato petista apanhando na capital, jamais ele terá chances de reverter esse resultado no bairrista interior, onde seu déficit eleitoral é muito maior.
Fonte: Carlos Sperança - csperanca@enter-net.com.br
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