Quinta-feira, 2 de setembro de 2010 - 05h55
Ecos do debate
Foi um verdadeiro marco. Em rede estadual de rádio e pela internet, a Rádio Rolim FM, com seu debate ao vivo, entre os cinco candidatos ao governo do estado, a partir do teatro municipal de Rolim de Moura, na terça-feira à noite, ganhou prestígio e audiência. Todos os candidatos compareceram. Foi um debate para valer, tendo alguns momentos tensos entre os adversários.
Tempo de definições
Já na contagem regressiva para as eleições de 3 de outubro o que se vê é que tudo se encaminha para eleições em dois turnos com o governador João Cahulla (PPS) e Confúcio Moura (PMDB). Expedito Júnior (PSDB), em queda livre, Eduardo Valverde (PT), que só tem reagido bem na capital e Marcos Sussuarana (PSOL) bem fragilizado nas intenções de votos, tendem a assistir a próxima etapa pela TV.
Onda Lula
Se constata ainda que em Rondônia a onda Lula beneficia os candidatos petistas Eduardo Valverde ao governo e Fátima Cleide apenas na capital. No interior o que se vê é o candidato ao governo da estrela vermelha levando um banho dos concorrentes e Fátima Cleide em clara desvantagem para os rolimorenses Ivo Cassol (PP) e Valdir Raupp (PMDB). Melki e Agnaldo Muniz apenas fazem figuração, como coadjuvantes.
Um Plano B
Ninguém é bobo, nem nada. Nas últimas semanas de campanha, se constata desde o candidato a vice-governador de Expedito Junior, Miguel de Souza, até o coordenador de campanha do candidato tucano, o prefeito Laerte Gomes aderirem à candidatura de Fátima Cleide. Isso sinaliza que Expedito e sua turma já tem um Plano B: Ficando fora da peleja por decisão do TSE, ele vai se abrigar nas asas de Lula, Dilma etc.
Pesquisa Ibope
Na capital percebi alguma chiadeira com relação à pesquisa Ibope. Do meu lado, constato coerência na enquete e é rigorosamente o que tenho visto neste estado nos últimos dias: Expedito desabando e cedendo terreno para Cahulla numa disputa pelo espaço dos votos governistas. Na oposição, foi constatado que Valverde cresceu na capital entrando na seara de Confúcio.
Posições consolidadas
A partir de agora, as projeções são em torno da consolidação das posições já conquistadas. A trinta dias do pleito, esta muito difícil para o petista Eduardo Valverde virar em cima de Confúcio Moura e de Expedito reverter à curva descendente que se envolveu depois do indeferimento de sua candidatura. As eleições em Rondônia são de reviravoltas e mais uma vez um favorito despenca na reta final.
Ex-patinho feio
Há seis meses atrás quando dizia nesta coluna que Cahulla tinha começado a jornada como patinho feio, mas que no decorrer da jornada, tomaria a vaga de Expedito na disputa pelo legado cassolista - os votos da faixa governista - fui considerado um doido varrido. Mas é, caro leitor, o que esta se configurando claramente nas pesquisas mais recentes.
Cara de cangaceiro!
Curioso, indaguei ao mago petista Odair Cordeiro quem é este tal de Padre Tom, ex-prefeito de Alto Alegre dos Parecis, que pinta bem nas pesquisas para a Câmara Federal em Rondônia. O mago - e também polvo - definiu: “É um piauiense, um sujeito com coração doce, com cara de cangaceiro”, respondeu. Brincadeiras a parte, anotem: o padreco será uma das surpresas da temporada.
A mídia impressa
Primeiro foi a Gazeta Esportiva, que encerrou sua edição impressa, já alguns anos atrás, permanecendo apenas com sua edição on-line. Depois, tantos outros diários brasileiros, sendo os mais recentes o paranaense Diário Popular e ontem, o centenário Jornal do Brasil, do qual fui correspondente em Rondônia nos anos 80. É dolorido.
Do Cotidiano
Desencanto e ceticismo
O cenário político vai se definindo pouco a pouco, abrindo-se a contagem regressiva para as eleições de 3 de outubro. E o quadro não é dos mais alentadores já que o que se tem visto são cotidianos maus-exemplos da classe política.
Em política, há os desencantados, os céticos, os crédulos e os politizados. Do desencanto e do ceticismo, é usual vir à omissão. Já os crédulos e os politizados participam, mas em grau, qualidade e intensidades diferentes.
No atual processo eleitoral, o que mais se vê é desencanto e cetismo, por um lado, e muita ingênua credulidade, por outro. Os politizados, que defendem princípios e não apenas nomes e as fantasias do marketing eleitoral, infelizmente, ainda são minoria e não serão eles, exatamente por isso, que decidirão por si mesmos as eleições de outubro.
O mais importante nisso tudo nem são os resultados, pois povo algum evitou a eleição de maus elementos. Todas as nações tiveram que purgar com luta e sacrifício o resultado das más escolhas. O mais importante é que, seja desencantado, cético, crédulo ou politizado, o cidadão tenha à disposição o maior volume de informação possível para que a escolha seja a que menores problemas trará a si e a seus compatriotas.
É a informação que fará o desencantado encontrar enfim alguma ideia que o encante. É a informação que fará o cético encontrar um fio, ainda que tênue, para encontrar uma razão convincente. Com ela, os crédulos se tornarão menos ingênuos e mais críticos. E só ela pode fazer com que um estrato maior da população adquira a “pós-graduação” na vivência comunitária, que é a politização.
Os informados sobre detalhes importantes dos processos eleitorais, como origem das candidaturas, seus reais compromissos e a que interesses servem, ainda que possam manter um certo grau de desencanto ou ceticismo, pois a informação precisa e crítica derruba implacavelmente os falsos ídolos e dissolve seus pés de barro, inevitavelmente ficarão menos crédulos nos artifícios solertes da propaganda e se inclinarão progressivamente à politização.
Em outubro, os eleitores brasileiros, desencantados, céticos, crédulos ou politizados, vão às urnas decidir o futuro de sua Pátria e, com ela, de si mesmos e suas famílias, amigos e vizinhos. Que se informem e decidam bem!
Via Direta
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Fonte: Carlos Sperança - csperanca@enter-net.com.br
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