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Gente de Opinião

Carlos Sperança

Uma coluna sem papas na língua 15/07/10


A visibilidade

Com caminhadas e carreatas, os petistas buscam proporcionar maior visibilidade ao candidato ao governo estadual deputado federal Eduardo Valverde. Como ainda não existe clima de eleição – parece que os candidatos não perceberam esse detalhe – existe o risco de baixa participação popular nestes eventos - como foi o caso da caminhada vermelha, que acabou no final da tarde de terça-feira.

 

Missa encomendada

É aquela história, candidato de ponta sempre leva pau. Nem começou ainda a jornada 2010, já rola na aldeia rondoniense, missa encomendada contra o peemedebista Confúcio Moura, o que sinaliza a preocupação de seus adversários. A coisa serve para apimentar a campanha, mas a intenção dos autores é colocar o ex-prefeito de Ariquemes na vala comum.

 

Clima de terror

A primeira lista de impugnados em Rondônia – foram “contemplados” os primeiros 21 – pelo projeto ficha limpa causou um clima de terror na classe política rondoniense. A justiça eleitoral esta passando o rodo e, pelo que se vê mais cabeças vão rolar, além de figuras ilustres do cenário rondoniense.

 

  Com todo rigor

Quem estranhou as impugnações das candidaturas, dos mais variados cargos, como de Expedito Junior, Ivo Cassol, dos Donadons, dos Amorins, do ex-prefeito de Porto Velho Carlinhos Camurça, quem dirá a perplexidade com o que ocorre em Alagoas, onde todos os candidatos ao governo foram impugnados: do ex-presidente Coloor de Melo, aos ex-governadores Teotônio Vilela e Ronaldo Lessa. 

 

Célebres fichas sujas

O projeto ficha limpa esta “sujando” políticos célebres no cenário nacional, com a justiça eleitoral agindo com celeridade. No Pará, o ex-governador Jader Barbalho, no Distrito Federal o ex-governador Joaquim Roriz, no Rio de Janeiro, o ex-governador Antony garotinho. A coisa esta ficando feia para os políticos corruptos.

 

Pau nos culpados!

Existe uma guerrinha nos bastidores. Alguns botam na conta do ex-diretor geral do Dnitt Miguel de Souza a paralisação de obras importantes na capital (viadutos, por exemplo) para atingir a candidatura de Expedito Junior. Por sua vez, adeptos de Miguel esclarecem que a parada foi motivada por erros técnicos da prefeitura de Porto Velho, neste caso, a responsabilidade seria dos petistas. Afinal, quem esta com a verdade?   

 

Mídia impressa

O avanço da internet tem afetado a mídia impressa e periódicos gigantes do mundo afora tem sofrido perdas. No Brasil, o Jornal do Brasil, do Rio de Janeiro, é primeiro grande jornal anunciando que vai deixar de circular sua edição impressa. Como ex-correspondente JB em Rondônia, nos anos 80, só tenho a lamentar profundamente esta decisão. Foi um periódico que marcou época.  

 

Sem amadorismo

Eu queria alertar aos candidatos de ponta ao governo de Rondônia que não cabe amadorismo em marketing político. Lembrem, por exemplo, que foram as agências e seus marqueteiros, que por desenvolverem trabalhos sérios de pesquisa e comportamento do eleitorado, que viraram as eleições em Rondônia em 94 com Valdir Raupp; em 98 com Bianco e em 2002  com Ivo Cassol. E neste quesito, Cahulla e Valverde estão mais bem aquinhoados ...

 

Nominata fraca?

Os petistas rebatem a informação dando conta que a coligação com o PSB tenha uma nominata fraca para a Câmara Federal. A aliança conta com os deputados federais Anselmo de Jesus e Mauro Nazif e projeta nomes com força na capital, como Israel Xavier e Tácito Pereira, alem do ex-prefeito Padre Tom (Alto Alegre) com força no eleitorado da Zona d Mata e Região do Café.

 

 

Do Cotidiano

Os hotéis do século XXI

Hotéis de luxo, em tempos de desperdício, são os que brilham e esbanjam. Em tempos de carência, são os que respeitam o ser humano e a natureza. Hoje, diante da variedade da oferta, o consumidor pode escolher tanto de acordo com seu bolso como com base em seus princípios.

Sentindo o pulso de uma clientela crescentemente preocupada com os desastres ambientais, especialmente após a destrutiva mancha de óleo da British Petroleum no Golfo do México, os empresários do ramo passaram a investir em novas concepções de hospedagem, nas quais o bem-estar do cliente e o respeito ao ambiente são levados igualmente em conta.

Estabelecimentos que levam a sério o “conjunto da obra”, optando por soluções ecologicamente corretas quanto ao tratamento de esgotos, separação do lixo, redução do consumo de água e o aproveitamento de fontes alternativas de energia, como a solar, são mais bem cotados nas avaliações e consultas dos hóspedes.

O Brasil, também nesse campo, ainda permanece atrasado, na medida em que nenhum hotel “tupiniquim” possui certificação ambientalmente correta adquirida no momento de construir os prédios. Segundo a ONG Green Building Council Brasil (GBC), hoje existem só 14 empreendimentos certificados com o Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), selo verde para a construção civil. Mas em processo de certificação já são 150 obras, entre as quais alguns hotéis. Um deles será instalado na zona sul de São Paulo e outros na Região Nordeste.

 Além de ações de sustentabilidade, alguns hotéis vêm adotando medidas de integração com a comunidade onde eles estão instalados. Esse é o caso do Paraíso Eco Lodge, em Ribeirão Grande, no Vale do Ribeira. O empreendimento patrocinou um grupo de artesãos da região e promoveu o renascimento de grupos de dança de fandango.

Praticamente todos os funcionários são de Ribeirão Grande, de preferência do bairro mais próximo do hotel. “Não destruir e respeitar a natureza é o mínimo, mas não podemos deixar de lado o elemento humano”, diz o coordenador do Paraíso, Manoel Pereira Lizo Filho.

O hotel também faz tratamento de esgoto produzido nos chalés que foram construídos com sobras da indústria de laminação de madeira. O estabelecimento tem lareiras apenas decorativas. Para não perder o charme, mas evitar a queima de lenha e a emissão de gás carbônico, o hotel usa velas.

 

Via Direta

*** Depois da Expojija, os políticos vão seguir se trombando nas feiras agropecuárias do interior afora *** E os clãs políticos regionais dos Amorins (Ariquemes), dos Muletas (Jaru) e dos Donadons (Vilhena) estão seriamente atingidos pelo projeto ficha limpa *** O pior é que em alguns casos, os deputados já condenados, que ficarem sem imunidade, vão se acabar  atrás das grades. Já era tempo.

Fonte: Carlos Sperança - csperanca@enter-net.com.br
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