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Gente de Opinião

Carlos Sperança

Uma coluna sem papas na língua 29/07/10


 

 

Refazendo as contas

Com algumas baixas na sua nominata de postulantes a Assembléia Legislativa, o PSDC de Edgar do Boi vai ter que refazer suas contas para as eleições de outubro. O partido pretendia eleger pelo menos três deputados estaduais – entre eles os favoritos Neodi Carlos e Glaucioni Néri – mas agora vai ter que se espichar para concretizar sua estimativa inicial.

 

Em pé-de-guerra

A “indiarada” do bairro Nacional e de uma parte do bairro Nova Porto Velho, ameaça um levante contra a administração do prefeito Roberto Sobrinho, na capital. No bairro Nacional porque as obras de pavimentação do aterro sobre o braço do Rio Madeira (prolongamento da Avenida Farqhuar)foram interrompidas, no bairro Nova Porto Velho por causa de problemas de infra-estrutura.

 

Um recordista  

Levando-se em conta seu numero de eleitores e da sua população, proporcionalmente Rondônia é o estado que mais teve candidaturas impugnadas nesta temporada em todo Brasil. Minas Gerais, com seus mais de 20 milhões de habitantes, teve 614 impugnados, Rondônia com apenas 1.800.000 habitantes, 234 nomes impugnados. Coisa de louco!

 

Jogo de estratégia

O candidato ao governo Expedito Junior e seu vice Miguel de Souza tem se dividido com duas fortes equipes para a campanha eleitoral visando não deixar a capital abandonada nas mãos dos adversários. Sendo assim, quando um vai ao Cone Sul, ou a Zona da Mata, outro fica em Porto Velho, para não dar mole para a concorrência.

 

Rei das caminhadas

Se o tucano Expedito tem se revelado o rei do espaço aéreo, nesta campanha, em Rondônia, de outro lado, o petista Eduardo Valverde, tem despontado como o rei das caminhadas. O que o cara tem desgastado as solas de suas botinas nos bairros de Porto Velho é coisa de louco. O corpo a corpo alavanca a  chapa PT/PSB.

 

Na Bacia Leiteira

Bem posicionado na capital, o candidato da “Aliança Por Uma Rondônia Melhor” Confúcio Moura e seu vice Airton Gurgacz procuram agora proteger suas bases. A dupla percorreu  ontem a região da Bacia Leiteira. Depois de contatos em Cacaulândia (ainda no Vale do Jamari), a caravana da aliança seguiu para Colina Verde, Jorge Teixeira e Urupá.

 

Clima de eleição

A propósito da falta de um clima de eleição em Rondônia – a coisa ainda esta mixuruca mesmo - alguns leitores do interior  observaram que a coisa já teria esquentado se os candidatos fossem outros, com mais peso no estado, como Ivo Cassol, Valdir Raupp, Acir Gurgacz e Fátima Cleide. No entanto, pelos motivos mais variados esses cardeais estão de fora na peleja pelo Palácio Presidente Vargas.

 

Opções dos caciques

Explico aos caros leitores da coluna: como Ivo Cassol (que é postulante ao Senado), já foi eleito duas vezes ao governo de Rondônia, ficou impedido de disputar o cargo pela terceira, sendo o mesmo caso do presidente Lula. Já, os senadores Valdir Raupp e Fátima Cleide, optaram pela disputa a reeleição, enquanto que o senador Acir Gurgacz resolveu apoiar Confúcio Moura.

 

Os presidenciáveis

Enquanto José Serra e Dilma andam trocando desaforos, na disputa pela ponteira, os presidenciáveis do segundo escalão Plínio Arruda Sampaio (PSOL) e José Maria Eymael (PSDC) foram sabatinados por diferentes órgãos de comunicação na terça-feira à noite. Sampaio – bem à esquerda - com posições de vanguarda, já o cristão Eymael, com um tom bem mais conservador.

 

Do Cotidiano

Guerra contra a ignorância

Na guerra contra a ignorância, o estímulo à leitura precisa ser a arma principal. Se esta afirmação é verdadeira e já consegue uma natural unanimidade, a maneira de levar analfabetos às letras e analfabetos funcionais a aprender mediante a correta interpretação da escrita suscita as mais diferentes propostas e recomendações.

Uma dessas propostas se baseia em que as pessoas só vão ler se a leitura lhes trouxer prazer ou vantagem. No momento em que perceberem estar usufruindo de uma delas ou das duas possibilidades, não precisarão ser forçadas a ler. Mas há outros pontos de vista, que defendem a obrigatoriedade da leitura através de normas impostas por lei. Espontaneamente ou na marra, o que vai funcionar melhor?

Obviamente, obrigar a criança e o jovem a ler não funciona. Em prejuízo das próprias crianças e jovens, as listas de leituras obrigatórias trazem obras que só deveriam ser consumidas pelos leitores em uma outra etapa de sua formação. A obrigação de ler e resumir livros antigos criou a indústria dos resumos comprados, hoje fáceis de obter na Internet.

A editora Sônia Machado Jardim, presidente do Sindicato Nacional de Editores de Livros e do Instituto Pró-Livro, acredita que o grande número de alunos que saem da escola sem ter adquirido o prazer ou o hábito de ler deve ser combatido com uma nova forma de obrigar os escolares a ler: “Na minha opinião, a escola deveria ter uma hora de biblioteca na grade curricular, como um momento de prazer num ambiente agradável”.

 A proposta da editora é combinar obrigação com prazer. De fato, talvez ler e interpretar na mesma aula textos escolhidos pelos próprios alunos funcione mais que a “tarefa de casa” de ler e resumir livros clássicos de José de Alencar ou Machado de Assis. Mesmo sendo uma aula obrigatória de leitura, a possibilidade de o aluno poder escolher o tema e o autor dos textos pode permitir, abaixo de certas regras, a busca do prazer e da utilidade que a leitura pode proporcionar.

Sônia Jardim é uma otimista. O Brasil completou a primeira edição trienal (2006/2009) do seu primeiro Plano Nacional do Livro e Leitura positivamente, segundo ela. “O lado positivo do Plano Nacional do Livro e a Leitura foi a articulação entre o Ministério da Educação, o Ministério da Cultura e a sociedade civil, identificando e estimulando iniciativas em favor do livro e leitura”.

 

Via Direta

*** Mesmo com vários assentamentos orientados pela prefeitura de Porto Velho continuam as invasões na periferia da capital *** Em anos eleitorais as invasões são estimuladas pelos políticos *** Mesmo com todos os esforços envidados pela Sedam, Ibama etc, os focos de calor triplicaram em Rondônia com relação ao ano passado Haja queimadas, haja queimadas...

Fonte: Carlos Sperança - csperanca@enter-net.com.br
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