Quarta-feira, 30 de junho de 2010 - 06h21
Quem é quem!
Hoje, as dúvidas do eleitorado quanto ao quadro sucessório estadual serão dirimidas com as convenções finais da maioria das legendas partidárias. Finalmente vamos ver quem esta com quem, se houve trairagens nas alianças sacramentadas se a briga de Cassol com Expedito é para valer. De qualquer forma se vê uma proposta de isolamento do PT. Valverde enfrentará os adversários numa carreira solo? Se juntará aos antigos aliados PMDB/PDT?
Na ponteira
E por falar em Expedito, mesmo com todos os percalços – o maior deles foi o rompimento com o ex-governador Cassol – ele vai mantendo a ponteira na corrida sucessória. O acordo PMDB/PDT deve alterar esse quadro já nas primeiras pesquisas de julho, depois da Copa do Mundo, em vista de novas adesões recebidas. Além disto, tem o crescimento do governador João Cahulla em importantes pólos regionais.
As reviravoltas
Existem reviravoltas em andamento e a primeira delas surgiu depois da aliança alinhavada com vários partidos por Confúcio que tende saltar a frente. Outra tendência é o petista Eduardo Valverde, atualmente o patinho feio da disputa, chegar a 3 de outubro, pelo menos ganhando na capital, onde o PT tem a força do prefeito Roberto Sobrinho. Assim como Valverde é dependente de Sobrinho, Cahulla depende do ex-governador Ivo Cassol para entrar na briga por uma vaga no segundo turno.
Peleja equilibrada
No âmbito do Partido dos Trabalhadores - PT existe uma disputa equilibrada para a Assembléia Legislativa. O partido tem três deputados estaduais que vão brigar pela reeleição – Neri Firigolo (Cacoal), professor Dantas (Ouro Preto) e Ribamar Araújo (Porto Velho). Quem tem mais predador é o deputado Ribamar na capital, com os vereadores e sindicalistas do PT na sua goela.
Inaugurações importantes
O governador João Cahulla, que comanda hoje as convenções da Frente Progressista, aposta em inaugurações do porte do Centro Político Administrativo, na reta final de campanha, para se garantir no Palácio Presidente Vargas nos próximos quatro anos. Além disto, na capital, seu calcanhar de Aquiles nas pesquisas, ele tem pelo menos 40 quilômetros de pavimentação em andamento.
Baita desconfiança
Em Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia, a desconfiança da população ordeira e trabalhadores ainda é grande com relação à construção da ponte internacional. Vacinados, os moradores dizem que é ver para crer, já que se fala neste benefício há muito tempo e passada as eleições geralmente os políticos que anunciaram o benefício acabam sumindo do mapa.
Clã dos Muletas
O clã dos Muletas, dinastia política forte, na região de Jaru, por causa dos efeitos do Projeto Ficha Limpa já estaria alterando a escalação de candidatos da família para as eleições de outubro. A empresária Dorinha deve substituir José Amauri na peleja de uma vaga à Câmara Federal e um filho do deputado pode emergir como postulante a uma vaga à Assembléia Legislativa.
Os borburinhos
Como fechei a coluna antes do encerramento da convenção do PSB – tudo se encaminhava para uma aliança dos socialistas com o tucano Expedito Junior ao governo – fico devendo comentários a respeito. Os bastidores fervilhavam também sobre um possível racha envolvendo Agnaldo Muniz com a coligação liderada pelos tucanos: Muniz não aceita a presença de Melki Donadon na base aliada do tucanato e já ameaçava abandonar o barco. Será?
Do Cotidiano
A inclusão digital
Em passado recente, a regra era estudar: “Quem estuda consegue melhores empregos”. Agora, a regra é a inclusão digital: “Para ganhar melhor tem que saber lidar com o computador”. No País do Futuro, como Stefan Zweig batizou o Brasil, nem isso chega a ser exatamente verdade, pois há uma casta de brasileiros que os especialistas estão qualificando de “infoproletários” em uma obra que está sacudindo os círculos do trabalho no País.
“Há um mito de que os melhores empregos do mundo estão nessas áreas, que, por terem alta demanda, ofereceriam grandes oportunidades e autonomia. Mas, quando fazemos uma análise científica, vemos que as condições concretas mostram um quadro muito diferente, marcado por uma profunda alienação do trabalho”, diz o professor Ricardo Antunes, responsável por reunir em uma só obra trabalhos de onze especialistas que apontam uma dura realidade para o trabalho no segmento da informática.
Antunes, do Departamento de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), responde pela organização dessa obra ao lado de seu colega Ruy Braga, professor do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e diretor do Centro de Estudos dos Direitos da Cidadania da USP (Cenendic).
O setor informacional, que inclui amplos segmentos caracterizados pelo uso intensivo de novas tecnologias, como as telecomunicações e a informática, é considerado um dos mais dinâmicos e arrojados da economia contemporânea. No entanto, as condições de trabalho encontradas nessas áreas podem ser tão precárias como as dos operários do século 19, segundo os textos do livro Infoproletários – Degradação real do trabalho virtual (Editora Boitempo).
A obra traz ensaios baseados em pesquisas científicas sobre aspectos diversos do trabalho no setor informacional que compõe a nova morfologia do trabalho no Brasil. Vários dos autores tiveram apoio de Bolsas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para a realização dos estudos apresentados no livro.
“O livro é uma coletânea que procura recolher o que encontramos de mais qualificado na pesquisa científica feita hoje no Brasil sobre o que chamamos de proletariado do setor informacional. Além disso, traz duas contribuições de autores internacionais”, disse Antunes.
Via Direta
*** No final da tarde de ontem o ex-senador Odacir Soares (PSL) se dizia o vice indicado para o governador João Cahulla e os Democratas de Bianco ainda negociavam acordos com lideranças tucanas e peemedebistas*** Os boatos fervilhavam por todo estado, com entendimentos avançando e recuando*** Em Guajará Mirim a desconfiança sobre a construção da ponte internacional ainda é grande.
Fonte: Carlos Sperança.
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