Quinta-feira, 19 de janeiro de 2012 - 00h09
Uma andorinha
Uma só andorinha não faz verão, diz aquele antigo adágio popular. Na Assembléia Legislativa, uma andorinha – o deputado Ribamar Araújo – esta fazendo verão. Ribamar liderou o movimento popular que pressionou a casa de Leis a tomar posição no caso dos deputados flagrados pela Polícia Federal na Operação Termópilas.
A coragem
Sem coragem para enfrentar a situação os parlamentares estavam meio receiosos e com medo de Valter Araújo e seu bando. Coube a Ribamar clamar desde o ano passado por sessão extraordinária para que a casa de leis tomasse posição. Com tudo isso, a ALE acabou tocando para frente à Comissão Processante.
Obras ameaçadas
Com um brutal corte orçamentário em andamento no Ministério do Planejamento, obras vultosas podem ser atingidas em Rondônia. A coisa é preocupante na medida em que já foram anunciadas para nosso estado grandes investimentos em pontes, hidrelétricas, pavimentação de rodovias etc.
Olho vivo
Como se sabe, temos já anunciados uma ponte internacional em Guajará Mirim, a ponte Rondônia-Acre na altura do Abunã, uma grande hidrelétrica em Nova Mamoré, na fronteira com a Bolívia, além da ferrovia Transcontinental, ligando Goiás a Vilhena. Nossa bancada federal tem que ficar de olho vivo nos cortes.
Homenagem
O jornalista Euro Tourinho, o mais longevo da imprensa regional, completou 90 anos, com uma festa surpresa de parentes e amigos. Euro atinge esta idade com plena saúde e com uma lucidez espantosa. Culto, íntegro e dedicado, Euro é um exemplo para a classe jornalística rondoniense. Por tudo isso, merece todo respeito e admiração.
As indefinições
Enquanto em outras capitais o clima de eleição começa a rolar, em Porto Velho o que se vê é um clima de indefinições nos partidos. As legendas de ponta, como PT, PMDB, PP, PDT, PSDB tem dois a três pretendentes cada enquanto que as demais siglas sequer esboçam ainda alianças.
Em ruptura
A única aliança até agora esboçada, que é o “Frentão”, uma coalizão partidária envolvendo o PR de Miguel de Souza, o PSDB de Expedito Júnior e o PV de Lindomar Garçom padece pelas desconfianças instaladas entre si. Garçon, por exemplo, também alinhava costuras com outras legendas.
Uma incógnita
Por tudo o que esta acontecendo no cenário político da capital, a eleição de 2012 é uma terrível incógnita – tem ainda como componente o equilíbrio das forças e um previsível segundo turno - e propensa a gerar mais uma grande zebra, mesmo com Mauro Nazif (PSB) e Lindomar Garçon (PV) ponteando nas primeiras pesquisas da corrida sucessória.
Do Cotidiano
O terror do Mocambo
Nos anos 90, o marginal Ratinho infernizava a população nas proximidades dos bairros Mocambo e Areal e seu reinado se estendia até a região da Avenida Almirante Barroso, onde até hoje o portovelhense é assaltado com faca no pescoço, depois da sete da noite.
De tão perigoso, até familiares acabam se afastando do facínora e sua má-fama já apavorava quase toda a cidade, cujos moradores evitavam transitar sob as regiões sob seu domínio.
Certa noite o jornalista Cláudio Jerônimo Paiva se dirigia à sua casa nas proximidades do Areal, quando o marginal chegou intimando, e entre um cascudo e outro levou relógio, carteira e algumas oferendas de terreiro.
Naquela época Claudinho era meio pai de santo, se trajava totalmente de branco e usava o artifício para engabelar as namoradinhas, assim como o velho Montezuma Cruz usava a doação de exemplares do jornal O Porantin para paquerar as molecas nas estâncias.
Frente a frente com Ratinho, Cláudio Jerônimo implorou pela vida, etc e etc. Constatando que a coragem não era o forte do jornalista, foram outros assaltos feitos em seqüência e a partir de então Ratinho nem precisava mais usar faca ou arma para levar os pertences da vitima. Onde estivesse nosso “destemido” herói – seja em Farmácia, restaurante ou na Taba do Cacique – bons tempos, aqueles! – Ratinho se apresentava e sem mais delongas estendia a mão requisitando dinheiro ou objetos de valor.
Uma namorada achou que a coisa já estava passando dos limites e convenceu o amado Claudinho a denunciar o bandido. “Parece coisa de mafioso cobrando pedágio e você se borrando de medo”, vociferava.
O infernal Ratinho foi preso e passou alguns meses na cadeia, ainda nos primórdios do Urso Branco. Passado algum tempo, ele começou a cumprir a pena fora do presídio e precisou arrumar emprego e também o perdão de algumas vitimas. Procurou Claudinho, que apavorado pelos antecedentes do detento, logo suplicou para não apanhar. Quase caiu duro perplexo quando Ratinho explicou “Que é isso amigo, hoje sou um homem de Deus!”. No entanto, mesmo convertido, Ratinho seria meses depois assassinado por desafetos nas ruas do Mocambo.
Via Direta
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