Segunda-feira, 9 de setembro de 2013 - 11h05
Frase do dia:
“Desde a CPI do PC Farias, que culminou com o impeachment de Collor, não se conhece outro resultado concreto de uma CPI." – Jorge Oliveira, repórter e cineasta sobre a CPI da Espionagem.

1-Coooorta pro Morales minha filha!
O Brasil vai gastar R$ 60 milhões para recuperar e transportar a nossa Usina Termelétrica Rio Madeira e para isso editou a MP 625/13 em função da urgência e relevância cumulativas próprias de toda MP. Vamos ao outro lado: Evo Morales, o “caboco mamador”, diz que a Bolívia precisa de mais energia e o Brasil, seu “irmão mais novo” como diz Lula, vai dar a Usina Termelétrica Rio Madeira, classificada como inservível, mas que será reparada para ir novinha, “cheirando a tinta” a “La Banda”. Que rico! Extraoficialmente o Brasil agasalha o Pinto (senador) e oficialmente cede o “rabo salvador”.
2-De volta pra casa
Depois de 60 dias de molho a justiça mandou soltar de cambulhada parte dos presos na Operação Apocalipse. Dentre os mais conhecidos, saíram os vereadores Marcelo Reis e Eduardo Rodrigues, ambos do PV e respectivamente o primeiro e segundo mais votados, Marcelo com 4.537 votos e Eduardo Rodrigues com 3.051 votos. Na prisão restou Jair Montes, vereador do PTC, eleito com 1890 votos. E depois do inferno é chegada a hora dos dois campeões de votos encararem o fantasma da comissão processante da Câmara de Vereadores que vai se debruçar sobre cinco casos: Cabos Anjos, eleito pelo PDT com 2.300 votos e o Pastor Delso Moreira eleito pelo PRB com 2.659 votos além dos três que foram presos.
3-Fazendo as contas
Apenas como exercício de ficção já que não existem provas cabais nem mesmo pela polícia ou justiça sobre um suposto esquema de financiamento ilegal de campanha associado à compra de votos, mas a soma dos votos obtidos pelos cinco vereadores – Marcelo Reis, Eduardo Rodrigues, Jair Montes, Pastor Delso e Cabo Anjos – perfaz um total de 14.437 dos 51.061 obtidos por todos os eleitos, ou seja, 28%. Se a policia e a justiça estiverem certas e se a Comissão Processante da Câmara resolver passar os cinco mandatos na lâmina, por quebra de decoro parlamentar, quem irá substituí-los? Os interessados já surgem. Mudando ou não a atual composição, a Câmara está e continuará apenas sofrível. Que pena!
4-Esticando a prosa e os prazos
“Nem tudo é tão ruim que não possa arruinar de vez”, garante Zé de Nana, ele mesmo o exemplo mal acabado da frase. Se a situação da Câmara de Vereadores já é ruim, para piorar falta pouco. O julgamento da Comissão Processante é político. A quebra do decoro parlamentar não está atrelada apenas ao que disser a justiça ou a investigação da polícia. É o comportamento do vereador que está em pauta e a investigação policial apenas dá a oportunidade para que a Casa faça a análise dos cinco – importantes em termos de voto – membros. O caso guarda similitude, mas não subordinação. A demora para iniciar a análise e a prosa adubada pela falta de dados, não é um bom indicador para quem vê de fora.
5-Lá e cá
Para não amassar barro repisando o assunto, tudo o que está escrito aí no item anterior versando sobre a Câmara de Vereadores vale para a Assembleia Legislativa. Edmundo Barreto Pinto, deputado pelo PTB do Rio de Janeiro perdeu seu mandato por quebra de decoro parlamentar por se deixar fotografar de cuecas. E sem dólares. Mas, para não dizerem que não falei das flores, creio no fruto do trabalho que será tocado na Câmara pelo vereador Leo Morais e na ALE pelos deputados Lebrão e Ribamar. Sou incorrigível. Creio no homem, na justiça e na política. Uma hora a coisa vai. Ora se vai.
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6-Aviso aos navegantes
Setembro esperou apenas seis dias para avisar que os temporais que fazem a festa dos cajueiros e mangueiras são os que abrem a temporada das chuvas. Nosso conhecido quente e úmido inverno amazônico chegou com seus temporais e só para variar pegou o portovelhense de calças curtas. Oito anos depois de muito dinheiro, muita falação e de prejuízos e ira da população, a cidade continua sofrendo com trânsito travado, alagamento, igarapés e esgotos entupidos, carro no prego, lojas e casas inundadas, lama e poças d’água, menino doente e o discurso do vai ter e vamos resolver. Aviso aos novos navegantes: o inverno tá na porta. Como diz Normando da Paraíba, “Acunha! Acunha que o negóço é séro...”
7-Maldito cachimbo
Como sempre não é falta de grana. Afinal, R$ 4 bilhões é um recurso bem razoável e, ainda que apenas pouco mais de 30% tenham sido liberados, daria para se fazer muito com R$ 1,38 bilhão. O programa “Crack, é possível vencer” criado em dezembro de 2011 naufraga e por um único motivo: o estado paquidérmico e glutão é ineficiente. Sem a definição da estrutura múltipla de ação nos planos de saúde, segurança, educação e reinserção, o estado passou o cachimbo para as “comunidades terapêuticas”, ONGs que iriam acolher dependentes do crack para desintoxicação. R$ 131,9 milhões foram reservados para atender 10 mil pessoas, mas o estado não entregou nem uma arruela. Nada. Nem uma pedra.

8-7 Setembro: nem tantos nem tão poucos
Ordem e Progresso! Banda de música, soldado marchando, e do outro lado da rua o “pau comendo adoidado”. Em onze capitais as manifestações populares – algumas bem agressivas como no Rio de Janeiro – ocorreram com temas diversos e sob diversas bandeiras. Os registros de excessos na repressão ganham destaque e se sobrepõem à falta de civilidade e respeito ao direito de ir e vir de famílias que foram participar dos desfiles. Satanizados, os grupos mascarados ganharam nome, sobrenome, – Black-Blocks – a antipatia geral até por não revelarem a sua causa se é que existe. As esperadas manifestações foram discretas, até porque ninguém em sã consciência vai se juntar aos rebeldes sem causa do B&B.
9-A propósito dos nem tantos...
Não tenho perfil pessoal nas redes sociais. Minhas experiências na área não foram boas e preferi “me incluir fora delas”. No início senti-me um peixe no asfalto até que, sem compartilhar, curtir ou postar, achei minha raça, que é grande. As redes sociais – sempre existiram – com a internet viraram um bicho de trocentos olhos, bilhões de línguas e zilhões de cabeças. Marcus Pestana, dublê de colunista e deputado tucano da Minas Gerais fez um artigo sobre o tema e diz lá: “é fundamental estarmos atentos ao nascimento de um autoritarismo cibernético, um “fascismo eletrônico”, no qual impera a irracionalidade, a agressão gratuita, o desrespeito, a mentira, a calúnia”. Não “curti”, mas indico a leitura.
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10-Pois é...
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