Quarta-feira, 3 de junho de 2020 - 18h48
Vista por lentes de aproximação, a Amazônia se revela como a região brasileira mais devastada pela pandemia do novo coronavírus. Tanto pelos efeitos nas suas duas maiores cidades, Manaus e Belém, com quase 4 milhões de moradores em conjunto, como pela intensidade crescente nas suas cidades espalhadas pelo vasto interior, com seus 5,5 milhões de quilômetros quadrados, que formariam o 6º maior país do mundo (desmembrada, reduziria o Brasil a 3 milhões de km2).
A situação gravíssima do Amazonas, a maior unidade federativa do país, decorre do abandono da sua população ribeirinha, que não faz – nem nunca fez – parte do modelo de desenvolvimento avalizado pelo poder central, drenado para as rodovias de penetração das frentes econômicas, menosprezando a maior bacia hidrográfica do planeta. Nesses distantes pontos, o habitante ainda busca a sobrevivência.
A inexistência de um único hospital com leito de UTI ao longo de alguns dos maiores rios do mundo, afluentes do gigantesco Amazonas, espraiados num território estadual de 1,5 milhão de quilômetros quadrados, o 19º maior do mundo. É nessa região que estão morrendo cada vez mais pessoas, numa progressão de autêntica tragédia – ou, quem sabe, podendo até vir a ser caracterizada como genocídio.
Das 20 cidades brasileiras com maiores mortalidades causadas pelo coronavírus, 17 são da Amazônia, sendo 11 do Amazonas, 5 do Pará e uma do Amapá. Belém é, das três capitais incluídas no ranking elaborado pelo portal G1, a primeira. É a 3ª no quadro geral, com 93 mortos por grupo de 200 mil habitantes. Fica atrás de Manacapuru e Tefé. No Amazonas, com 99 mortes por 100 mil.
As demais cidades amazonenses da listagem são Tabatinga (5º lugar), Amaturá (8º), Santo Antônio do Içá (10º), Coari (11º), Manaus (12º), Barcelos (15º), Benjamin Constant (17º), Autazes (18º) e Manacapuru (19º).
As outras cidades paraenses são Curuçá (4º), Benevides (13º), Breves (14º) e Barcarena (20º).
A do Amapá é Laranjal do Jari (7º), vinha à sede do projeto criado pelo milionário americano Daniel Ludwig, hoje controlado pelo empresário paulista Sérgio Amoroso.
Das 20 cidades com maior incidência de casos da covid-19, 11 ficam no Amazonas, com as duas primeiras posições ocupadas por São Gabriel da Cachoeira (4 mil casos por 100 mil habitantes) e Itapiranga, (3,8 mil). Seguem-se: Santo do Içá (4ª), Tefé (5ª), Amaturá (7ª), Manacapuru (9ª), Coari (10ª), Tapurá (11ª), Benjamin Constant (12ª), Barcelos (15ª) e Anori (16ª).
Do Amapá são Pedra Branca (3ª) e Laranjal do Jari (6ª). Do Pará, Canaã dos Carajás (8ª).
Dos 911 mil testes para a doença feitos no Brasil, a soma dos seis Estados amazônicos é de 94 mil, ou 10%, menos do que os 142 mil testes do Distrito Federal e só um pouco mais dos 88 mil de São Paulo. No Amazonas, o que mais sofreu com o coronavírus, são pouco mais de seis mil. Não chegam a mil em Roraima.
Portador de dupla cidadania (brasileira e estadunidense) Samuel Sales Saraiva, ex-suplente de deputado federal (PMDB-RO) e autor intelectual de impo
Reciclagem de vidros se impõe a Rondônia
Segundo o químico francês Antoine-Laurent de Lavoisier, na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Pensando nisso, podemos notar que
Jornalista Altino Machado alerta sobre o chá da folha de coca
Coca não é cocaína. Esta advertência está presente em um mural no centro de La Paz, Capital boliviana, constatou o jornalista Altino Machado, que deci
Jardim Botânico americano serve de modelo para cidades amazônicas
O Jardim Botânico dos Estados Unidos, em Washington, DC, é o mais antigo em operação no país, fica próximo ao Capitólio (sede do Congresso Americano