Segunda-feira, 3 de abril de 2023 - 18h57
Eu e você estamos no cume do monte, de costas um para o
outro, olhando a terra. Alguém pergunta: como estão as coisas por aí? Um
responde: tá feio! Só montanhas, pedras, um sol de rachar e algumas cabras se
equilibrando nas rochas em busca de alguma coisa pra comer. Já o outro diz: que
coisa mais linda a planície e a floresta que vejo: seres de todo tipo se
fartando na comida e se refestelando nas águas dos rios e dos lagos.
Duas pessoas, duas visões do mundo, dois amigos
transmitindo experiências e vivências. Sem impor um ao outro, a sua visão de
mundo. Ao contrário, mudando de posição, e se colocando um no lugar do outro,
ambos enriquecem seus conhecimentos vendo o que o outro enxergava.
Este princípio nos conduziu da condição de símios até aqui,
como seres sapiens, civilizados em mundo tecnológico e plural. Isso porque
aprendemos a aprender com as experiências dos outros. Principalmente com o que
pensa e ver o nosso adversário, o nosso inimigo, sobre o mundo que nos cerca e
até sobre nós. De repente ele nos conhece mais do que nós. Ou seja, ele conhece
até nossa fragilidade, que não vemos.
Ninguém nasce sábio ou ignorante, santo ou pecador.
Nascemos puros e inocentes. O amor e o ódio, a vingança e o perdão, a humildade
e a arrogância, a ignorância e a sabedoria foram introjetadas em cada um de nós
pela família, pelas escolas ou ausência delas, e pelo ambiente onde nascemos e
crescemos.
A partir deste meio, desenvolvemos o nosso caráter e
formamos a nossa personalidade, boa, defeituosa ou ruim. Tolerante ou
intolerante, agressivo ou passivo, ponderado ou ousado. Assim, construímos, com
erros e acertos, o nosso conhecimento, a nossa sabedoria humana.
É nesta diversidade, que está a beleza da vida humana. A convivência
social se enriquece na pluralidade. O conhecimento intuitivo, acadêmico e
científico, se expande no ambiente múltiplo e na troca de visões de mundo, em
todas as áreas do conhecimento. Seja na religião ou na política, na ciência ou
no universo empresarial, cultural ou desportivo. Todos temos algo para ensinar
e muito para aprender.
O ser humano, por ser um ser social, não sai para se
alegrar numa ilha deserta nem num bar onde não tenha ninguém. Mesmo na
companhia de quem gosta ou ama, procura ambientes onde tenha gente, bastante gente,
pois a festa dos olhos é ver a diversidade dos seus semelhantes. Aí está a
alegria de viver.
É como andar numa feira livre, num mercado popular, com
todas as diversidades de gentes e produtos encantando os nossos sentidos.
Cores, cheiros, formas, sabores e a alegria musical dos burburinhos, das
conversas, dos gritos de ofertas induzindo, seduzindo e encantando.
Então, não apontemos para os portadores de caráter e
personalidade defeituosas, pois não têm culpa de suas deficiências cognitivas.
São somente frutos defeituosos do ambiente onde se desenvolveram. Mas
plenamente capazes de evoluir ao aprenderem trocar de lugar para ver o outro
lado da paisagem.
Osmar Silva – jornalista
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