Quinta-feira, 26 de julho de 2012 - 09h17
A maior contradição de quem mora em Porto Velho e na maioria das cidades amazônicas, é viver no planeta água, na maior bacia hidrográfica e maior reserva de água doce do mundo, e não ter água. Não ter água para lavar a roupa, não ter água para o banho, não ter água para cozinhar. E muitos não têm água nem para beber. É o que a maioria das pessoas desta cidade com mais de 400 mil habitantes está vivendo neste exato momento. Em pleno verão, os populosos bairros da periferia compostos de gente simples e trabalhadora, vivem uma seca digna do agreste nordestino.
Neste período do ano, registre-se, os poços amazônicos secam, os semiartezianos que uns poucos têm, baixam seu volume d’água. E os artezianos da Caerd, responsáveis pelo o abastecimento de parcela da cidade, também perdem volume. Além de incidentes na empresa com bombas velhas quebradas, ou queimadas, e até perdidas nos fundos dos poços. Pronto. Está completo o cenário que transforma em horror a vida da dona de casa e da família do trabalhador que chega suado, cansado e não tem como tomar um simples banho. Vê-se obrigado a sair por aí pedindo um pouco d’água pelo o Amor de Deus.
Alguém tem culpa? Não! O Lula não tem. Ele deu dinheiro para fazer as obras e levar água pra todo mundo. A Dilma também não tem. Ela mantém os recursos dados por Lula à disposição. Até para o saneamento. O Confúcio menos ainda. Ele foi o que teve de correr para não se perder o dinheiro. Chegou até a se irritar com os órgãos federais de Brasília. E o Roberto Sobrinho, coitado, tem culpa? Não! O que é isso? É verdade que o dinheiro veio pra ele. Mas ele logo percebeu que não tinha competência para obra de tamanha envergadura e, logo logo, passou a bola pra frente. Deu de presente pro Cassol.
Pronto. Agora virou problema. Quebrou a cidade toda, mentiu pra todo mundo. Prometeu e não cumpriu. Passou a bola pro Cahula. Outro mentiroso. Prometeu entregar tudo pronto e, também, não cumpriu. O cupinzeiro comeu boa parte do dinheiro e as ruas ficaram esburacadas, canos abandonados e secos, pessoas impedidas de trafegar, de entrar em casa. Com Cassol e sua turma fora do governo, blindado com um mandato de senador por oito anos, os tribunais de contas e o ministério público viraram macho. Acharam erro e defeito de tudo que era jeito. Pára tudo que tudo tá errado. Coube ao paciente Confúcio descascar o abacaxi. Recuperou a água. Agora o projeto está andando de novo. E parece que vai conseguir salvar os R$ 400 milhões do saneamento.
Viram como não existe culpados pela a nossa falta d’água? Por que será que neste verão e em todos os verões passados, enquanto não sai estas grandes obras, ninguém botou pelo menos uma emendinha no orçamento da União, do Estado ou do Município, de pelo menos um milhãozinho de reais para abrir uns trinta poços artezianos nos bairros da cidade? E mais um milhãozinho para botar uns caninhos e levar água pra quem tem sede? Sabiam que um pocinho arteziano de uns trinta mil reais dá para abastecer cerca de trezentas casas diariamente? E aí, o que é que você acha! Será que ninguém tem culpa? E então...vamos confiar em quem não nos dá nem água de beber?
Osmar Silva
sr.osmarsilva@gmail.com
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