Segunda-feira, 6 de janeiro de 2020 - 08h55
Até os adolescentes de hoje,
muito mais informados que os da minha geração dos anos 60, já descobriram que
as pessoas, até mesmo os pais, mudam de opinião e de comportamento quando
entram para as fileiras da política partidária que vigora no Brasil.
Na verdade, ressalvadas as
exceções, a pessoa quando opta pela política e se elege, rasga a ética cidadã
que aprendeu no seio da família, e assume a ética da prosperidade, onde os
valores republicanos serão precarizados ou, simplesmente, ignorados.
Sim amigos, temos em nosso
país, a ética do cidadão e a ética do político.
O cidadão brasileiro condena
e, muitos, até combatem a corrupção, o nepotismo, a atuação legislativa em
causa própria e tantas outras mazelas não autorizadas pelo eleitor.
Reclama contra promessas
feitas e não cumpridas, a cumplicidade entre pessoas e órgãos públicos, na base
do ‘eu te protejo e tu me protege’ e contra os exacerbados privilégios sustentados
pelo seu bolso.
A pessoa que luta para
sustentar a família e pagar seus impostos, defende a honestidade, a verdade, a honradez
e a crença na Lei de Deus, vira outra pessoa quando entra para o meio político.
E nem precisa ter,
necessariamente, cargo eletivo de vereador ou governador, de deputado ou
prefeito. Basta assumir um cargo público no município, no estado ou no governo
federal. Logo esquece das sandálias, calça um salto alto, troca a camisa, põe
um paletó e vira outra pessoa.
Muda tudo. O outrora honrado
cidadão, assume outra conduta, outra ética. É, agora, um cínico, hipócrita e
egoísta. Na maioria dos casos, intolerante, arrogante e grosseiro com
subalternos, mas humilde, simpático, educado e serviçal com os superiores. Um pau
para toda obra.
O que importa agora é ficar
rico. Tirar vantagens de tudo em todas as oportunidades amparadas por leis
espúrias ou não. E ser bom ator para o público. Ser esperto, esconder tudo e
não ser trouxa para se deixar pegar, como muitas bestas fizeram.
Conquistar altos cargos,
mandatos e ser presidente de um partido. O caminho para uma receita certa e
segura para botar a mão numa parcela do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral.
Dinheiro grosso, sem carimbo e sem fiscalização.
E a política da prosperidade
vence mais uma vez. E, mais uma vez, o
povo perde e a honestidade fica com vergonha de ser honesta.
Osmar Silva –
Jornalista – Presidente da Associação da Imprensa de Rondônia-AIRON –
Presidente da Federação Nacional dos Comunicadores seccional Rondônia-FENACOM - sr.osmarsilva@gmail.com – WhatsApp 69.99265.0362
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