Domingo, 30 de setembro de 2018 - 10h44

ELAS SIM
Mulheres Guerreiras
O novo Maio de 68!
“Mulheres guerreiras derrotam o fascismo”. Isto está escrito em todos os continentes e não sairá mais da cabeça de ninguém.
Mulheres guerreiras dizem não à violência, ao preconceito e à discriminação que não cabem mais, especialmente por serem ridículos.
Mães e avós, mais uma vez, irão mudar o rumo da eleição e do futuro do país.
Prova disso é que, politicamente, se o general Mourão não existisse, teria que ser inventado.
Pode-se dizer que o "vice só atrapalha". E como.
Especialmente para revelar o pior do fascismo - se é que faltava alguma coisa.
Talvez...só talvez revelar as coisas que seguem o coiso.
Coisas essas cristalizadas em inércia moral, coisificadas em forma de negação e emparedadas na ignorância, no obscurantismo, na vilania.
Mulheres e muitas mães, de outras incontáveis mães, disseram que democracia é uma "coisa" bem diferente do que é o fascismo.
Em movimento diametralmente oposto, contrário, antagônico a 64, hoje, 29.09.2018, as mulheres não fizeram uma marcha pela família e propriedade, mas sim por todas as formas de família.
Disseram em voz e canto transnacional, sem dubiedade: Elas sim!
Elas sempre!!
MULHERES disseram sim para quem não-dizia não a elas.
Elas sim! Porque #Elenão! Ele não passará!
Tenho certeza de que se liberou uma força descomunal, espontânea, multilateral.
Normalmente espero estar errado nas minhas análises, por soarem negativas, porém hoje não tenho dúvidas de que estou correto.
Se havia algum perigo real de coisificação, de retrocesso no princípio civilizatório, elegendo o fascismo, hoje as cavernas e as casernas foram silenciadas.
E devemos mais essa brilhante vitória às mulheres.
Quem tinha dúvidas, hoje se certificou de que são as mulheres que mudam o mundo.
Em 2018, num único dia, as mulheres fizeram uma libertária manifestação do matriarcado que cria seus filhos (deixadas pelos homens) para a vida, para o amor, para a liberdade e que é combatente do fascismo, machismo, misoginia, racismo, xenofobia.
Mulheres de todo o mundo uniram-se.
Elenão, jamais. Elas sim, sempre.
Vinício Carrilho Martinez (Dr.)
Professor Associado da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar/PPGCTS/Ded

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