Sábado, 25 de abril de 2015 - 11h49
Fiz e estou fazendo minha parte: entrei com ação judicial, escrevi e estou escrevendo sobre absurdos cometidos pelo gestor público. Espero que o Ministério Público também tome suas medidas.
Pois bem, não vou me alongar muito porque as imagens falam tudo e um pouco mais sobre a condição humana do país.
E, neste caso, o problema não é do governo federal, estadual ou municipal – é do gestor público que permite o descumprimento da lei, a afronta à cidadania e à dignidade mínima do usuário do serviço público.
Veja se concorda comigo. Abaixo as imagens.
Este sou eu descendo as escadas de acesso aos caixas eletrônicos, em agência do Banco do Brasil, em São Carlos-SP.

Em seguida, lá embaixo, o gerente ainda me disse que a cidade tem outras oito agências e que deveria ter procurado uma delas – sem escadas.
Logo que cheguei na agência, deparei-me com o descalabro e fiz o que tinha de fazer, tirei as fotos (ou, no meu caso, o motorista de taxi) e fui ao cartório para lavrar uma Ata Notarial. A ação judicial já foi interposta.

Esta é a Ata Notarial, com a foto-flagrante da fiação solta e escangalhada do que deveria ser uma plataforma de acesso. Devidamente oficializada pelo tabelião.
Mas, como se diz, o melhor está no fim.
A última foto fala por si.
Olha que primor de cidadania e de respeito humano.

E sabe o que disse o gerente a esse rapaz com cadeiras de rodas, coçando a cabeça só de imaginar como faria para vencer o obstáculo de Maomé?
Que subisse a rampa da calçada, aliás, bem elevada, e que entrasse pelo outro lado. Porque, afinal, pela segunda porta, são apenas cinco degraus.
O mais irônico é que, nesse dia, falava aos alunos que só conhecemos uma cidadania reativa – quando se procura minimizar um prejuízo – e comumente atrelada aos direitos individuais.
Na verdade, nem sabemos o que é cidadania; nem na teoria e muito menos na prática.
Acho que o país poderia mudar de nome, de Brasil – por causa do Pau Brasil encontrado por Cabral – para só Cara de Pau.
Falta subir muita escada para chegarmos ao século XXI!
Vinício Carrilho Martinez
Professor da Universidade Federal de São Carlos
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