Quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015 - 16h34
O que já vimos e vamos ver de novo, em cidades tão distantes e próximas ao mesmo tempo, em suas agruras e crimes cometidos sem controle até hoje?
Não se fala da corrupção estrito senso, até porque essa dá sinais que tomou conta da cultura nacional. É um ícone da alma brasilis.
Muito mais do que data festiva, comemorativa, é um símbolo nacional; como é a Bandeira, o Selo, o Hino e as Armas Nacionais.
A corrupção tem tudo a ver com o que falaremos, talvez seja a própria matriz energética. Mas, hoje trataremos de alguns filhotes do brasileiro da gema.
Como indicado: o que tem em comum Marília/SP e Porto Velho/RO?
Além do fato que as duas são órfãs, há uma mazela chamada indevidamente de Poder Público.
Trata-se do Poder Impróprio – impróprio para a saúde e dignidade do povo.
Quantas vezes choveu acima da média, na cabeceira do Rio Madeira, e sem que a cidade ficasse alagada?
O que se fez, depois de um longo ano, passada a cheia e instaurado o desastre ambiental e humano?
Se algo foi feito, não foi o suficiente, pois a cidade logo conhecerá outro mar de lamas.

PV/RO: Imagem de 2014. Retrato do futuro.
Ainda se pensa, com seriedade, que as Usinas não foram parte ativa no processo?
Enquanto os pobres e os ribeirinhos perderem o pouco que têm – ou a vida – tudo bem. Fechamos os olhos para o capital de Mefisto - que nos agrada, e muito!
Do outro lado do país: em Marília há um surto de dengue que vitima 500 pessoas por dia, num total superior a 30 mil casos e duas dezenas de mortes (ou mais).
Sabe-se da gravidade do problema desde 2013, com pico de caso crônico em 2014. Uma piscina olímpica ficou cheia de água parada por dois anos, para o bem dos mosquitos. O teto da Câmara Municipal está(va) com dois palmos de água, sabe-se lá desde quando. Para bronzear o mosquito?
Alguém quer resolver o problema, se a dengue gera milhões de reais? Ações públicas sem licitação, repelentes que custam mais de 50 reais, empresas fantasmas. Por que vamos parar essa máquina de Mefisto?
Muitas cidades têm usinas e desenvolvimento e não têm enchentes, assim como a maioria controla a dengue sem óbitos.
O filho primogênito da corrupção é ambidestro e hermafrodita; chama-se Sociopatia. A filha pródiga, mais nobre, atende por Hipocrisia.
Vinício Carrilho Martinez
Professor da Universidade Federal de São Carlos
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