Quarta-feira, 18 de dezembro de 2024 - 15h18


Quando o dólar bateu R$4 a R$5 na era Bolsonaro, houve
gritos de alegria, fogos, a izquierda fez festa e gritou “fora Bozo”. Ontem o
dólar de chegou a R$6,20 sem pandemia, Paulo Guedes, Bozo, aí o Barco Brasil
adernou e parou, ainda que tenha ou talvez, até por ter ao seu lado um consórcio
que lhe garante fazer o que quer. O governo hoje é um navio em alto mar avariado
quase à deriva. O STF que atua como moto-propulsor está centrado noutras
funções e na ponte de comando do navio há alguém como na ficção do Jorge Amado,
o Capitão de Longo Curso Vasco Moscoso de Aragão do livro “Os Velhos
Marinheiros” com 40 oficiais, 513 marinheiros, 81 mestres e nos porões 216
milhões de almas algumas a ferros, na esperança de ver algo que os leve a terra
firme. Ah, e tem a piada do Zeca PT: ele quer a PF lacrando a Av. Faria Lima, onde
mora a fonte dos seus pesadelos.
1.2 Pra
quem você tira o chapéu?

Cada um fez e faz sua parte. Lá
atrás o Brasil encarou as falcatruas do mensalão, petrolão e outros “ões”. A
corrupção foi maior que a dos “Anões, do Orçamento” e certo dia a água lavou o
convés quando o príncipe herdeiro da Odebrecht, sem indícios de tortura, falou sobre
Toffoli, chamando-o “amigo, do amigo do meu pai” e a água subiu mais cobrindo a
ponte de comando. Bolsonaro, um deputado baixo clero catalisou o sentimento
brasileiro, virou presidente, mas sem habilidade virou refém de si mesmo e da
família para dar ou levar um golpe. Lá se vão 5 anos de caos. O Barco Brasil para
não ir a pique de vez, detonou o píer, jogou fora a carga e se fez ao mar em
direção à China. Passamos por pandemia, inquérito 4781, Lula preso. Solto e com
seus direitos que diz não ter tido o benefício da dúvida e direito de defesa,
virou presidente, a Lavajato virou pó, os fatos viraram narrativas e a verdade
como soe, afundou nas águas e na memória. Desde as eleições a massa
bolsonarista se perdeu saindo das redes sociais para a frente dos quartéis e desde
o 8/1 o medo tomou conta, mas foi como a vitória de Pirro. Hoje, enredado num
cipoal, cheio de problemas para governar, Lula vê seu rival noutro cipoal, o
jurídico, e sabe que só há uma opção: limpar os seus rolos nos rolos do outro e
nisso ele e seu grupo são competentes. A vida imita a arte e na “Revolução dos
Bichos” do Orwell, porcos e humanos se descobrem iguais. A polarização nos
iguala e é obrigação mais que destino, fazermos a leitura, entender o jogo e
jogar com astúcia, consciência, respeito, tolerância, usando sem medo a liberdade
para se expressar. Para quem você vai tirar o chapéu? Eis a escolha. É isso ou
o caos.
1.3- Me dá um dinheiro aí...

Para quem não entendeu como o Congresso
vai fazer para votar a maluquice do Haddad, táqui: é grana. Acuado por Artur
Lira e 17 líderes, o governo vai pagar as emendas de comissão depois que ele
mandou a fatura por debaixo dos panos, mas com um parecer com ares de
legalidade. Na verdade foi uma rasteira no STF e na cara dura eles deram um nó
e largaram a bomba no colo da Casa Civil que vai ter que se arrumar com o
ministro Flávio Dino, o que convenhamos é um galho fraco ou se preferem, um café
pequeno para ajoujar como dizem os mineiros. O texto ou se preferem, o parecer
jurídico do Lira et caterva, é um primor de coisa malfeita, mas muito bem
feita: “Firmadas todas essas considerações, verifica-se que adveio ao Poder
Executivo Federal um ofício subscrito por 17 deputados, líderes de específico
partidos na Câmara de Deputados, qualificando-se como solicitantes de um amplo
rol de emendas RP8. Observa-se que, em atenção aos requisitos acima expostos,
houve o preenchimento formal dos requisitos”. Mas há sempre um mas, os que
ficaram de fora do rateio das emendas, dizem que a AGU é que deveria se
manifestar. E agora, adendo para calar a boca dos enjeitados no toma-lá-dá-cá? Vão
soltar a mula veia na estrada ou o Psol vai trancar a porteira?
1.4- Por falar em soltar
a mula...

Acho que tiraram massa intestina da cabeça do Vein
do 3º andar. Serelepe ele já fala de reforma ministerial. Nada de reduzir ministérios,
porém. Seus aliados PSD e o União Brasil, querem mais espaço e levaram bicos,
lágrimas e insatisfações ao “hómi” para mostrar que podem apoiar com galhardia
as medidas de governo. A principal
sinalização se deu quando no início da tramitação do pacote para corte de
gastos os 2 partidos titubearam para aprovar o pedido de urgência. O PSD só mudou
de posição depois da reunião de última hora com Rui Costa e Alexandre Padilha
em 3 de dezembro. E o que quer o governo? Que tal passar o cadeado na porta e
bloquear o centrão deixando livre Lulex para 2026? O União Brasil tem Caiado com
gosto de gás e Tarcísio que diz não, mas o Republicanos quer. Na lista do “pé
na bunda” estão pela broxa o Pimenta, Silveira, Wellinton Dias, Nísia,
Lewandowski, Fávaro, Marcio Macedo Padilha, Rogério e Rui Costa. Juscelino,
Haddad, Dino, Alexandre de Moraes, Barroso, Janja, Felipe Neto e jornalistas de
fé, irmãos, camaradas ficarão onde estão, por razões que nem a razão explica.
02- Ponto
final

Tenho profundo respeito pelo trabalho que
desenvolve a Idaron e sua equipe, mas nas melhores fazendas existem cobras.
Paciência. Que as investigações sobre os 14 mandados de busca e apreensão na
ULSAV em Alta Floresta avancem e que a presunção de inocência e devido processo
legal sejam respeitados. Ao final, se apurada a culpa que cada um pague nos
limites de suas culpas. A Idaron não merece passar por isso pelos importantes
serviços prestados ao estado e pela seriedade com que atua em benefício da
produção de Rondônia. É uma lástima.
03- Penúltimo
pingo

Vamos falar de saúde de novo? Quem
pode paga um plano. Quem não pode usa o SUS abarrotado. Famílias se quebram em
prol do plano de saúde. Impostos, que deveriam financiar o SUS se perdem pela ineficiência
e descontrole. A saúde pública é responsabilidade do Estado, mas todos devem
lutar para que a atenção não seja apenas para os hipossuficientes que aliás são
os que mais necessitam por serem mais sucetíveis a doenças e mazelas. Mas o
pagador de impostos que mantem o sistema de pé, deve ter garantido pra si a
previsão constitucional. Está lá escrito. Quero convida-lo a refletir sobre
sto. Que tal um Projeto de Lei Popular que incentiva o fortalecimento das
instituições filantrópicas que sustentam o SUS? Que tal adotar mecanismos para desoneração
tributária ampliando e assegurando o atendimento universal através do terceiro
setor de forma que para cada real investido haja retorno em cidadania, qualidade,
agilidade e eficiência? Você topa?
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