Segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024 - 14h59

1-Evoê Baco! Fim de papo, acabou o carnaval, o Brasil como faz todos os
anos vai tentar sair da letargia dos primeiros meses e se Deus quiser, se os
anjos disserem amém e se o tal do establishment permitir, - GAME OVER!!! - irá
para mais um recomeço rumo ao futuro que nunca chega. A fantasia do corpo já
saiu, mas a da alma continua. O Brasil não se reconhece sem a fantasia de maior
do mundo. Somos o país com a maior carga tributária, campeão dos juros altos,
vivemos em cidades violentas, não temos o básico em saneamento e água tratada e
descobrimos a fórmula de driblar a falta de conhecimento: seguimos o método
Paulo Freire e assim, deseducados e despreparados bradamos ao PISA e pesquisas de
avaliação que somos os maiorais, acreditando na propaganda oficial. Nossa
dificuldade é recomeçar de um ponto muito lá atrás. Para este ano teremos uma
quebra relevante na safra e temos um rombo no orçamento geral impossível de ser
coberto. Teremos outro ano perdido de várias décadas perdidas. Mas, ufanistas
como somos, vamos conviver aplaudindo nossas vitórias: temos o maior carnaval
do mundo, maior número de mortes violentas do mundo, maior facção criminosa do
mundo (maior que a máfia), maior galo da madrugada do mundo e maior espera do
mundo: SOMOS O PAÍS DO FUTURO.
2-Nos anos 60 na Bahia, a Delegacia de Jogos e Costumes punia o folião
que se excedia e se envolvia em brigas e bebedeiras trancafiando-os e
soltando-os todos de vez, às 10 horas da quarta-feira de cinzas, sem processos,
sem burocracia e da forma como foram detidos. Muitos ainda fantasiados, cara
pintada e sem terem curado a carraspana. Era uma festa popular à parte,
impensável nos dias de hoje. A imprensa fazia sua parte tirando sarro, mas sem
publicar fotos e nomes mesmo se alguma autoridade estivesse no “Bloco das
Cinzas”. O carnaval era do povo, mas como tudo, mudou e se profissionalizou com
o dinheiro do tráfico, jogo do bicho e das milícias. Hoje o crime organizado é
o dono da escola de samba patrocinador dos destaques, fantasias, etc, numa
competição acirrada entre Rio e São Paulo, já que no Nordeste e até pouco tempo
no Amazonas o estilo era outro. Mas é questão de tempo o crime organizado vai montar
sua farra. E falando em crime, Sêo Lewandowsky, disse que em razão do natural
relaxamento das pessoas entre terça de carnaval e quarta-feira de cinzas, dois
periculosos presidiários fugiram da penitenciária de “segurança máxima” em
Natal. Aqui em Pimenta Bueno tivemos uma fuga, mas nem se pode reclamar. Afinal
aqui a prisão ou era de segurança média ou mínima. Chose de loke!
3-As apostas viraram barbada. Já não se fala em SE, mas QUANDO
Bolsonaro e família serão presos. A foto do Bozão atrás das grades é o trunfo,
que Sêo Lule precisa para ganhar as eleições para prefeitos aí no Brasil e pelo
andar da mula véia continua sendo difícil bater o Capitão Desbocado e sem
mandato. Uma pesquisa séria do Instituto Paraná Pesquisa revela que o povo não
se recorda de nada que Sêo Lule tenha feito de bom no seu primeiro ano de
mandato e para desespero de quase todos, Bolsonaro continua juntando muita gente
por onde passa. E a guerra das pesquisas começou. Institutos pouco conhecidos
do público desmente o IPP-Instituto Paraná Pesquisas. Mas o bagúio tá feio pro
Sêo Lule...
4-O Brasil é um país de malucos. Aqui temos a pré-campanha eleitoral
que é uma campanha que não é campanha, pois a campanha só pode acontecer no determinado
período em que o Tribunal Eleitoral der a ordem. Para ninguém passar pelo que
Moro está passando, já que pode até ser cassado, o melhor é continuar fazendo reuniões
a portas fechadas, sem gravação via celulares, pagando pelo voto que se
pretende conquistar via pix emitido pelo “cabo eleitoral”, gastando sola de
sapato e fazendo o que a lei proíbe por debaixo dos panos. Pedir votos em
público pela imprensa ou redes sociais nem pensar. No máximo pode-se afirmar
que “sou um soldado e na hora certa, se for a vontade dos meu partido estou
pronto a colocar meu nome pra apreciação”. E assim, já conhecemos os nomes mais
incensados na disputa por exemplo, para a prefeitura de Porto Velho. Aliás e
pelo jeito como as coisas estão sendo postas, é possível que tenhamos a eleição
da primeira mulher portovelhense para ocupar a cadeira no Prédio do Relógio. Olha,
o máximo que Porto Velho vivenciou em termos de comando feminino foi a eleição
de Cláudia Carvalho como vice do Roberto Sobrinho e que certo dia, desiludida,
repetiu a fala de Odaísa Fernandes que foi vice do Ivo Cassol: “A caneta do
vice não tem tinta. É a realidade que enfrentamos. A figura do vice deveria
desaparecer, uma vez que é apenas uma figura ilustrativa”.
2-O ÚLTIMO PINGO
Agricultura não é o forte de Sêo Lule. Depois de plantar (ou seria talvez
replantar?) uma oliveira, uómi perguntou quanto tempo a oliveira daria uvas. Ô
glória! Não sei se Se Sêo Lule confundiu oliveira com pé de cana ou se sua
mente é toldada por eflúvios vinícolas. Garante Zé de Nana que é chegado num
goró, que a cara congestionada de Sêo Lule não engana: “uómi gosta mutcho do mé
de alambique”.
3-PONTO
FINAL
A montanha pariu um catita. A altercação, xingamento, bate boca
ocorrida num aeroporto europeu com a família Montavani e Sêo Alexandre Moraes
foi, segundo a PF, uma espécie de nadica de nada que não mereceu sequer o
indiciamento por se tratar de injúria real. Vejam só: sete longos meses para que
a verdade que já se sabia viesse a público. Quanto dinheiro público gasto para
manter a narrativa do plenipotenciário do STF e que desde o primeiro momento
não se sustentava. Lamentável
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