Sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024 - 13h05

1-Sabe aquela hora em que você ouve a história
sobre o erro médico que causou a morte do paciente ou sobre o prédio que
desabou por erro de cálculo e você pensa sobre a falta de qualificação técnica
dos dois e imagina o que pode ser feito para consertar o estrago? No caso do
prédio pode-se pensar em material ruim e no caso do médico nas tais “intercorrências”.
Mas e se o caso for um erro judicial? Esta semana a ONG Innocence Project
depois de se debruçar sobre um processo judicial que ao final condenou a 47
anos de prisão Francisco Mairlon Aguiar como partícipe da chacina de um juiz do
TSE, junto com a esposa e empregada num caso rumoroso em 2009. A justiça em
Brasília agiu bem rápido e Francisco ainda está preso, mas não deveria, segundo
diz a ONG depois da análise de 16 mil páginas e vídeos do processo. O caso nos
leva a refletir sobre o sistema de investigação, devido processo legal e
responsabilidade objetiva do agente público (Ver MP 966 de maio de 2020). A
indenização neste caso irá recair como soe sobre a sociedade e se tudo correr
como dantes, nada será apurado e zéfini!
2-Sabe aquela hora em que você pensa sobre erro
judicial e faz uma analogia com o erro do médico e do engenheiro e descobre que
um bacharel em direito ou advogado pode causar prejuízos nas mesmas proporções?
O caso envolve figuras da Suprema Corte. Sêo Fachin anulou em 8 de março de
2019 as condenações impostas pela Justiça Federal do Paraná a Sêo Lula pela
Lava jato e em 15 de abril por 8 votos a 3 a corte engatou uma ré no processo e
disse que Curitiba só poderia julgar casos da Petrobrás. Porteira aberta! Como
os processos contra Sêo Lula foram anulados, Sêo Toffoli ficou com a tarefa de
fazer o aceiro e tacar fogo na mata. Os custos financeiros processuais da
Lavajato foram jogados fora em ações recorrentes da corte e chegou a hora de
passar pano em empresas e figuras como Sêo Cabral – 400 anos de prisão – para
que o Brasil melhore a percepção sobre a corrupção no país. Se não deu certo é
porque diz Sêo Gilmar “a questão exige exame mais aprofundado, a fim de evitar
conclusões precipitadas”. O STF tem poucos juízes de carreira. Logo analogia
com erros de engenheiros e médicos que estão a anos luz dos advogados em termos
científicos fica prejudicada e restam os extraordinários prejuízos aos cofres
públicos que se não matam o cidadão, prejudicam sobremaneira os serviços que
deveriam ser prestados por obrigação e transparência visto que o pagador de
impostos fez sua parte.
3-Sabe aquela hora em que você puxa o extrato
bancário e descobre que uma dívida enorme foi paga e que a sua conta engordou e
você já faz planos de viajar, trocar de carro, recauchutar os predicados da
patroa numa clínica estética e tirar 15 dias de férias pescando? E se de
repente você descobrir que foi tudo um erro, que aquela maldita dívida vai
continuar nas mãos do seu advogado, que você ainda vai penar para receber,
correndo o risco de não ver nenhum centavo e pior, depois de ter visto o saldo bancário
tão gordinho? É dureza, mas “o que dá pra rir dá pra chorar” e seu devedor deve
estar rindo pois a justiça recuou da própria decisão que lhe era favorável e ordenou
que o banco estornasse os valores creditados. Se você acha que isso é
impossível de acontecer, garanto que não e assim como eu garantem também os dirigentes
da J&F, da Novonor (ex-Odebrecht) e o autor da canetada que moeu a Lava
jato. Lembram que o Brasil já havia depositado em seu cofrinho uma grana preta
surrupiada do país por corruptos e corruptores? Lembram da figura simpática que
de maneira franciscana reformou o triplex e o sítio de um importante figurão da
república, o Sêo Léo Pinheiro? E ele cantando “mamãe eu quero” - é carnaval -,
disse que se deram para J&F e Odebrecht a OAS tá dentro e a Lava jato
“sifu”!
4-Sabe aquela hora em que você imagina que o ideal seria ter algum seguro como esses de carro, para cobrir eventuais prejuízos em casos de sinistro? E se esse tal sinistro for mais previsível que natal no mês de dezembro e for mais inevitável que pagar imposto ou morrer? Pois é, eu me senti assim depois de ler a notícia que o Ministério Público Federal (MPF) decidiu arquivar inquéritos que investigaram o governador Ibaneis Rocha que chegou a ser afastado por dois meses do governo do DF, cargo para o qual acabara de ser reeleito em primeiro turno. Junto foi preso o ex-secretário de Segurança Anderson Torres, ambos em razão do fuzuê do 8 de janeiro. Anderson inclusive estava fora do Brasil na data do fuzuê. Falei de seguro porque a conta vai chegar a nós. Possivelmente e com razão, os dois devem ir à justiça buscando a indenização pelo constrangimento causado, pelos danos morais e materiais visto que como se supunha e como tudo levava a crer à época, eram inocentes. E isso é só o começo do que está sob o tapete na sala da justiça. Os presos naquele dia, dizem os dados da supimpa corte, foram 1.430 pessoas na primeira leva e dentre elas o Clezão morto na Papuda. E nós vamos pagar essa conta e continuar aplaudindo a eficiência e a eficácia da justiça que salvou a nossa tenra democracia relativa.
2-O ÚLTIMO PINGO
Sêo Dino passou o bastão para o Sêo Lewandowski na presença de um seleto público comprometido com a justiça e a segurança do povo brasileiro, como os ex-presidentes Collor e Sarney. Quanta ironia. O chefe dos dois, Sêo Lula, aproveitou para deitar falação e afinar o discurso sobre o crime organizado. Ouvir Sêo Lula falar que o crime organizado está presente em toda estrutura da sociedade e que estão roubando dinheiro público foi impagável. O estranho é a nova ideia disseminada pelo governo de que é preciso humanizar os pequenos crimes. É claro que tenho ideia diferente, mas tenho medo de entrar nesta conta dos dirigentes brazukas revelando o que eu penso. Nesses tempos bicudos do Brasil pensar pode dar cadeia e como tem ensinado o Zé de Nana, “quem não sabe conversar é minhó calá”. Calei.
3-PONTO FINAL
Em algumas cadeias ainda estão os presidiários
remanescentes do 8 de janeiro. Em casa outros com as tornozeleiras eletrônicas
e nas ruas, com anuência do Judiciário, ladrões, homicidas, criminosos de
diversos tipos e (des)qualificações, alguns tidos e tratados com desvelo pela
“tchurma do tadin deles” como “vítimas da sociedade” que receberam desde ontem
o “liberaí mano” para cometer mais crimes com o primeiro saidão do ano. Ontem em
Brasília 1.853 presos foram liberados para brincar o carnaval.
Quinta-feira, 2 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)
Brasil: passado incerto, futuro imprevisível
Dia de falar de ditaduras. A militar e a da toga, as duas indefensáveis. Disse Pedro Malan: “até o passado do Brasil é incerto”. O “gigante pela pró

60% ou 6 em cada 10 não confiam no STF
Boa parte dos Institutos de pesquisas nacionais integram o consórcio que moldou a democracia relativa. Pagando bem, seja cliente de direita ou esque

Creio em Deus Pai, Filho, Espírito Santo, em Lula, no irmão Frei Chico, aliás como não crer com esse nome de frei? Creio em Lulinha, na família e na

BolsoMaster: O risível “contragópi” do Bozo
aulo Pimenta, dublê de ministro e marqueteiro do PT mudou o nome BolsoMaster para fugir do Mastergate que não emplacou e no velho estilo burraldo, a
Quinta-feira, 2 de abril de 2026 | Porto Velho (RO)