Quarta-feira, 23 de outubro de 2024 - 15h04


Jogado no lixo por Bolsonaro em 2020,
demorou pouco tempo para um malandro recriá-lo com nome parecido em maio de
2023 e eis o golpe: a cobrança ocorreria
só em 2025. Claro que o povão nem se lembrava mais dessa outra tungada, mas três
governadores resolveram empinar a carroça e botar no pau bem estilo Raul
Seixas: “Nós não vamos pagar nada, é tudo free”. As ações vão aparecer contra o
tal SPVAT - só mudaram a letra – que atende o desejo do lobby de seguradoras.
Se der certo, Sêo Lule, o criador e Congresso a criatura, serão costurados na
boca do sapo e uma nova derrama mandará
esse novo imposto pros quintos dos infernos. O Brasil não suporta mais o
frenesi arrecadador e gastador daquele que só para de cobrar e gastar se
estiver no ar voando em cículos ou caído no chão do banheiro. O SPVAT objetiva indenizar
vítimas de acidentes de trânsito, é pago pelos donos de veículos e arrecadado
pelo governo que o embute na cobrança do IPVA ou licenciamento. Por ora Minas,
Santa Catarina e Distrito Federal estão à frente da revolta mas é quase certo
que outros estados adiram. Para Zé de Nana a leitura esculachada como tal
absurdo é esta: “Se o SPVAT é feio como sapo, pula como sapo, coacha como
sapo e dizem que não é sapo, então é imposto”.
1.1-
Desserviço na saúde

A diretoria da Fundação Saúde Rio de Janeiro que
contratou o PCS Lab Saleme, pediu demissão coletiva 10 dias após o rolo dos
transplantes. O contrato de R$11 milhões foi feito ano passado para execução de
exames de órgãos doados. Por ora só o PCS Lab e os pacientes contaminados com
HIV pagaram o pato. A Dona Nísia que seria a maior interessada sobre o assunto faz
cara de paisagem como se o caso não fosse do Ministério da Saúde que ela chefia
ou deveria chefiar. Esta semana ela foi
ao Fórum sobre Saúde, falou por dez minutos e nada disse sobre estoques de vacinas
vencidas que irão parar no lixo, ou sobre os idosos que perderam o globo ocular
depois de um mutirão de cataratas em Palheiras, nem sobre a dengue que se
alastra pelo país. Dona Nísia diferente do Veín do 3º andar, não cai, pois a amiga
Dona Rosângela não deixa. Nem do banquinho do banheiro.
1.1- Danou-se... é polícia
investigando polícia.

Claro que ninguém será preso, nem
terá o nome revelado, mas se ocorrer algum advogado dirá: “no curso do processo
será provada a inocência do meu cliente”. Falo da Operação Ben Hur em que a
PF/GAEC meteu o bedelho no contrato feito em 2021 para apurar possíveis fraudes
na locação de veículos para Sesdec. De cara a ausência de licitação pública,
possível conluio entre gestores, contratados e direcionamento na escolha das
empresas, o mesmo de sempre e começa com notícia crime ao MP por terem
esquecido a publicidade e transparência que são princípios básicos em processos
de governo. O foco são as irregularidades fatuais como a adesão de uma ata de
registro de preços, ausência das especificações em carros como giroflex, sirene,
rádio e mais à frente, a prorrogação sucessiva do contrato. Bem, se a mula veia
continuar no velho e batido trote, esta será mais uma operação longa,
desgastante e cara, cujo prejuízo dificilmente retornará ao erário, mas dará uma
(*)uta dor de cabeça ao gestor. E novos gestores passarão pelo mesmo dissabor.
Apesar da minha descrença é obrigatório investigar. Para o Zé de Nana, “Serviço
público? Nem a pau. O Brasil não tem jeito não maninho”.
1.1- O buraco é mais adiante. Desça
mais.

Em junho o Veín do 3º andar – sabe tudo de
economia! – disse: "Tem muita gente que acha que estamos gastando muito,
mas eu não vejo como gasto, vejo como investimento”. Então as estatais brazukas
comemoram o excesso de investimento com o maior rombo em 15 anos. São mais de 100
estatais no agro, infraestrutura e telecomunicações e o governo utiliza o resultado
para calcular o desempenho mensal das contas. De janeiro a agosto o déficit foi
R$ 3,3 bilhões e aponta para R$ 3,7 bilhões no ano. Em 2018 Temer injetou R$ 5
bilhões e um gerou superávit. Em 2019 com Bolsonaro R$ 10 bilhões e o superávit
foi a R$ 14 bilhões. Em 2023, déficit de R$ 700 milhões. Hoje lideram o rombo a
Emgepron, Correios, Emgea e Dataprev. Ficam fora os bancos oficiais, a Petrobrás
e a Eletrobras pelas regras de governança que s assemelham às empresas de capital
aberto. O déficit geral absurdo se dá em parte por investimentos não feitos com
os aportes de Temer e Bolsonaro, que não exigem aporte novo. Mas o futuro é ruim face ao descontrole das
contas e à caótica credibilidade brazuka aliada à desconfiança com os rumos da
política internacional lado a lado com a esquerda. “A maré não está pra peixe”.
2.- Ponto final

O ex-comandante da Aeronáutica da era Bolsonaro, o tenente-brigadeiro
Carlos Baptista Júnior, criticou os cortes recorrentes no orçamento da Força ao
lamentar a queda de um da FAB em Natal ontem. O piloto depois de voar para uma
área de menor risco se ejetou e foi resgatado. Disse em nota o comandante
Baptista Junior disse pelas redes sociais: “Fabricada em 1972 (isto mesmo
… há 52 anos), esta Aeronave de Caça – FAB4866 – da nossa Força Aérea
Brasileira nos deixou hoje, em um acidente, logo após a decolagem da Base Aérea
de Natal. Que os recorrentes cortes orçamentários não continuem impedindo a
substituição da frota de F-5M por aeronaves mais modernas, como os F-39E/F
Gripen. Agradeço pela ejeção bem-sucedida do piloto”. E o Veín do 3º
andar querendo um avião novo...
03- Penúltimo pingo

Que Sêo Lule se recupere da queda se houve, que tenha
saúde, pare de falar e governe, gaste menos e tenha compromisso com a verdade e
o país. Não morra para não virar santo, cumpra todo o mandato e depois caia
fora sem disputar a reeleição pois eu não aguento mais um dia. Sobre a queda no
banheiro - ou fora - não me interessa. Qualquer versão sobre o fato eu não
acredito. PT. Saudações!
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