Quinta-feira, 9 de dezembro de 2021 - 20h08
Dia 4.12, sábado passado, vi os dois anos da passagem da minha mãe, para
o outro plano.
Qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade sabe que há outro estágio
na vida.
Eu por exemplo, nunca estive
sozinho e jamais me senti desamparado.
Sensibilidade, portanto, é "sentir o sentimento". Não há
redundância, porque algumas pessoas só seguem, não sentem.
Enfim, me dirijo às outras pessoas, àquelas que têm suas companhias.
No meu querer, nada importa o seu crer.
Não tenho nada a provar.
A mim basta a razão de sentir e saber que nunca andei sozinho.
A maior prova disso é a postagem dessa mensagem.
Eu não esqueci da minha mãe, na verdade, estou ouvindo e digitando o que
sempre nos ensinou.
Sabe por que não chorei?
Porque ela está aqui, falando comigo exatamente desse modo.
Isso é uma impressão?
Não.
É a certeza do meu coração.
Tenho o privilégio de saber e de sentir isso.
Mas no fundo não é minha capacidade, é uma concessão.
Meu amor por minha mãe, esse sim, é incondicional.
Mãe é especial onde estiver.
Se já não andava sozinho, agora é que só vou acompanhado.
Minha mãe, meu amor.
Agora chorei.
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